Manaus, 21 de setembro de 2026
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Manaus, 21 de setembro de 2026

Cenário

Estiagem isola aldeias e dificulta acesso à saúde de 3,1 mil indígenas no AM e PA

Baixa dos rios afeta 29 comunidades atendidas pelo DSEI Parintins; moradores de aldeia em Maués caminham 1h30 para receber atendimento.

(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – A estiagem já compromete o acesso das equipes de saúde a 29 das 154 aldeias atendidas pelo DSEI Parintins, no Amazonas e no Pará. O problema afeta cerca de 3.150 indígenas, segundo boletim epidemiológico divulgado em 17 de setembro.

A situação mais crítica está na aldeia Lírio do Vale, em Maués (AM), onde os moradores estão isolados. Para receber atendimento de saúde, eles precisam caminhar cerca de 1h30 até a aldeia Terra Nova.

Das 29 comunidades afetadas, 20 têm acesso parcialmente comprometido e dependem de embarcações menores para a navegação. Em outras oito, a situação é considerada severa devido à redução do nível dos rios.

Os impactos foram registrados em Maués e Barreirinha, no Amazonas, e Aveiro, no Pará. Em áreas onde as embarcações não conseguem chegar, o DSEI avalia o uso de transporte aéreo para manter os atendimentos.

Na aldeia Lírio do Vale, uma área também está sendo avaliada para servir como ponto de pouso de aeronaves. O DSEI mantém contato com o Agente Indígena de Saúde da comunidade para viabilizar a alternativa.

Seca também ameaça abastecimento

Além de dificultar o atendimento médico, a baixa dos rios prejudica o transporte de alimentos e outros insumos para as aldeias.

O DSEI Parintins articula ações com prefeituras, Defesa Civil, Funai, Ministério da Saúde, Sesai e Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social para tentar garantir o abastecimento das comunidades mais afetadas.

O monitoramento das condições dos rios é realizado semanalmente desde abril. As equipes informam o nível da água e as condições de navegação para que o distrito possa antecipar dificuldades e definir alternativas de transporte.

Com o avanço da estiagem, a manutenção do atendimento nas aldeias passa a depender da capacidade de adaptação da logística de saúde e da adoção de alternativas onde os rios já não permitem a entrada das embarcações convencionais.

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