Manaus, 23 de setembro de 2026
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Manaus, 23 de setembro de 2026

Cenário

Zé Ricardo questiona contratos da família Cidade com o Governo do AM

Candidato diz ver possível conflito de interesses e afirma que contratos com familiares de governantes precisam ser fiscalizados.

Manaus (AM) — O candidato a deputado estadual Zé Ricardo (PT) afirmou que contratos entre empresas de familiares de governantes e o poder público precisam ser submetidos a uma fiscalização rigorosa e apontou possível conflito de interesses no caso de empresas ligadas à família do governador Roberto Cidade.

A declaração ocorreu durante entrevista ao Cenário Político, do Portal AM1, quando o candidato foi questionado sobre empresas da família Cidade que mantiveram contratos com o Governo do Amazonas enquanto Roberto Cidade ocupava posição de comando político no Estado.

Zé Ricardo afirmou que a questão merece atenção e defendeu que o poder público adote regras mais rígidas para impedir situações que possam comprometer a transparência das contratações.

“Eu acho que já tem leis que falam dessa questão ética, da transparência, dos processos que envolvem contratações de serviço público”, afirmou.

Conflito de interesse

Para o candidato, a discussão envolve principalmente a posição ocupada pelo agente público e a relação com empresas pertencentes a familiares.

“Se o parlamentar, e ou o governante, nesse caso, é o governante, ele é o contratante, o pagador, então não poderia ter contratos de empresas da família do governante com o Estado”, declarou.

Zé Ricardo reconheceu que existem procedimentos administrativos internos antes do pagamento dos contratos, mas afirmou que, na avaliação dele, permanece uma questão ética a ser analisada.

O candidato utilizou uma expressão metafórica para resumir sua avaliação:

“Está muito com uma cara de que a raposa está cuidando do galinheiro.”

A declaração é uma avaliação política do candidato, e não uma conclusão judicial sobre a legalidade dos contratos.

Cobrança por fiscalização

Zé Ricardo afirmou que, caso seja eleito deputado estadual, pretende questionar situações semelhantes e recorrer aos órgãos de controle quando identificar possíveis irregularidades.

Segundo ele, mesmo quando determinado contrato apresenta aparente respaldo legal, a administração pública também precisa observar o princípio constitucional da moralidade.

“Acionar o Ministério Público, no mínimo é imoral, pode ter algum aspecto de legalidade, mas a moralidade é um princípio também constitucional”, disse.

O candidato defendeu que contratos e pagamentos envolvendo familiares de autoridades sejam analisados com transparência e fiscalização.

Acompanhe a entrevsita completa:

https://youtu.be/PtjtMNQYVB4?si=C0wv4chFzhNAZn3Z

 

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