Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, anunciou que até 70% da frota de ônibus poderá parar na segunda-feira (9), caso os salários não sejam pagos até sábado (7). (Foto: Tunico Santos)
O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6).
“Não tem pagamento. E não tem pagamento, ninguém vai trabalhar também. Se não tem pagamento, eu não posso obrigar a categoria a trabalhar”, afirmou o sindicalista.
Segundo Givancir, a paralisação poderá atingir 70% da frota. Os trabalhadores já teriam sido comunicados sobre a possibilidade de suspensão das atividades.
O presidente do sindicato também declarou que os procedimentos legais para a realização da greve foram cumpridos e que o movimento foi anunciado com antecedência.
“Segunda-feira, caso o pagamento não caia até amanhã, Manaus não rodará, irá paralisar 70% da frota”, declarou.
Impasse entre Estado e Prefeitura
Durante a coletiva, Givancir criticou a falta de entendimento entre a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas sobre os repasses financeiros ao sistema de transporte coletivo.
O sindicalista afirmou que os trabalhadores não podem ser prejudicados pela disputa entre as administrações públicas e cobrou uma solução para regularizar os pagamentos.
Outra preocupação apresentada foi o pagamento do 13º salário dos rodoviários. Para Givancir, a situação precisa ser resolvida imediatamente, sem que a categoria tenha de esperar até dezembro para saber se receberá o benefício.
“Antigamente diziam que era politicagem no sindicato. E agora é o quê? Agora é politicagem? É falta de pagamento mesmo. E o 13º? Já está aí na frente. Como é que vai ser? Tem que resolver isso agora. Não vamos esperar até dezembro não”, cobrou.
Caso a paralisação seja confirmada, a redução da frota poderá afetar milhares de passageiros que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar e realizar outras atividades na capital.
“Olha, o governo do Estado já tem fama em dar calote em médico, calote em enfermeiro, não está pagando fornecedor, muitos fornecedores estão querendo receber. Então fica até difícil de aguentar essa atual gestão. Fica difícil, porque ele não prova o que ele pagou. No entanto, nós não temos nada a ver com essa briga”
Impasse no Passe Livre Estudantil
Além da ameaça de greve, o sistema de transporte coletivo enfrenta outro impasse relacionado ao Passe Livre Estudantil. A suspensão da emissão de novos créditos, iniciada na segunda-feira (2), deixou cerca de 180 mil estudantes da rede estadual sem acesso ao benefício.
A situação envolve divergências financeiras entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e o Governo do Amazonas.
Desde quarta-feira (4), estudantes de diferentes instituições de ensino mantêm um acampamento em frente à sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e realizaram manifestações para cobrar dos deputados estaduais participação nas decisões e medidas para solucionar a crise.
A possível paralisação dos rodoviários amplia a preocupação sobre o funcionamento do transporte público em Manaus no início da próxima semana.
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