Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Paulo Preto pede para que Gilmar Mendes envie caso à Justiça Eleitoral

Paulo Preto está preso desde fevereiro no Paraná.

Paulo Preto Foto: Reprodução

A defesa de Paulo Vieira de Souza, o suspeito de ser operador do PSDB conhecido como Paulo Preto, pediu ao ministro do STF Gilmar Mendes que envie um dos processos em que seu cliente é réu para a Justiça Eleitoral.

Paulo Preto Foto: Reprodução

Na ação, que corre na Justiça Federal desde 1º de março, Paulo Preto é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. A acusação diz que, nesse caso, ele lavou R$ 27 milhões dos R$ 126 milhões que passaram por suas contas na Suíça.

Para a defesa, comandada pelo advogado Alessandro Silvério, os episódios relatados pelo Ministério Público Federal são os mesmos do inquérito que foi enviado em 2018, pela Segunda Turma do STF, à Justiça Eleitoral paulista.

O principal alvo do inquérito era o ex-governador José Serra (PSDB). O ex-senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) também era investigado, mas as apurações foram divididas, e o caso de Nunes foi arquivado.

Em agosto de 2018, além de decidir pelo envio do caso para o eleitoral, a Segunda Turma entendeu que as acusações contra Serra estavam prescritas. Gilmar era relator do inquérito –essa ligação fez o pedido da defesa de Paulo Preto ser distribuído ao ministro.

Serra sempre negou que tivesse envolvimento em irregularidades e diz que não tinha responsabilidade sobre arrecadações de campanha. Aloysio também negou as suspeitas.

Para Silvério, os fatos da ação contra Paulo Preto “são exatamente os mesmos já objeto de apuração” no eleitoral. Ele lista “a suposta existência de cartel e outras irregularidades nas obras do Rodoanel Sul e em outras obras” entre 2007 e 2010, as acusações de pagamentos de propina correspondentes a 0,75% dos valores das medições, alterações em contratos firmados com empreiteiras e as suspeitas de que Paulo Preto intermediou repasses para as campanhas de Serra e Aloysio em 2010.

Também cita a participação do doleiro Adir Assad, delator do esquema, nas operações. A defesa diz que, caso Gilmar não queira decidir sozinho sobre o envio da ação, o caso deve ser levado a julgamento na Segunda Turma. O pedido foi protocolado em 4 de abril.

A denúncia contra Paulo Preto, ex-diretor de Engenharia da Dersa (estatal paulista de rodovias), foi feita pela força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal em São Paulo em fevereiro.

Para a Procuradoria-Geral da República, a Justiça Eleitoral não tem estrutura para julgar casos mais complexos, que envolvem corrupção e lavagem de dinheiro. Ainda assim, em março, o Supremo decidiu que casos conexos a suspeitas de caixa dois têm que ser enviados para o eleitoral.

Paulo Preto foi condenado em duas outras ações em São Paulo. E também foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro pela Lava Jato.

Desde fevereiro, está preso no Paraná. Paulo Preto nega os crimes, mas admitiu à Receita ser o dono de quatro contas na Suíça.

 

 

*Informações retiradas da Folhapress