Manaus, 19 de setembro de 2026
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Cenário

Ação da PF chega a empresa de secretário da Seas nomeado por Roberto Cidade

Marcos Sarquis assumiu função no governo em agosto e recebeu atribuições sobre despesas da secretaria.

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Manaus (AM) – Pouco mais de um mês após ser nomeado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) para um cargo estratégico na Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas), Marcos Carvalho Sarquis teve a empresa MB Viagens visitada por agentes da Polícia Federal. A diligência ocorreu na tarde de sexta-feira (18), em Manaus, no contexto de uma operação de apoio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Os agentes permaneceram por aproximadamente duas horas no estabelecimento, localizado em um centro comercial no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul. Também houve movimentação de agentes federais em outro endereço, na zona Sul da capital.

Segundo as informações disponíveis, a ação ocorreu no âmbito de uma operação de apoio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Até o momento, porém, não foram divulgados oficialmente o motivo da diligência, a existência de eventual investigação envolvendo Sarquis ou informações sobre cumprimento de mandados e apreensão de documentos ou equipamentos.

O episódio, porém, atinge um nome que chegou recentemente a uma posição sensível dentro da máquina estadual. Sarquis foi nomeado por Roberto Cidade em decreto de 6 de agosto, com efeitos a partir do dia 11 daquele mês. A estrutura oficial da Seas o identifica atualmente como secretário executivo de Administração e Finanças.

A nomeação, inclusive, já havia sido noticiada pelo Portal AM1 durante a reorganização promovida por Cidade em cargos estratégicos do Governo do Amazonas.

Poder para ordenar despesas

A passagem de Sarquis pelo governo não se resume ao título de secretário executivo. Um ato publicado no Diário Oficial delegou a ele poderes para ordenar despesas da Seas e do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS).

Entre as atribuições estão autorizações de pagamentos relacionados a contratos, termos de fomento, contratos de gestão, cooperação técnica, além da concessão de diárias e passagens.

É justamente esse poder administrativo e financeiro que amplia o peso político da presença da PF na empresa vinculada ao secretário. O fato ocorre em plena campanha eleitoral, enquanto Roberto Cidade disputa a permanência no Governo do Amazonas.

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