Manaus, 19 de setembro de 2026
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Cenário

Rosinaldo Bual recebeu cerca de R$ 130 mil apesar de 50 faltas não justificadas na CMM

CACC pediu investigação dos pagamentos e encaminhamento do caso ao Tribunal de Contas do Amazonas.

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(Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação)

Manaus (AM) – O vereador Rosinaldo Bual (Agir) recebeu cerca de R$ 130 mil em subsídios entre março e julho de 2026, apesar de acumular 50 ausências não justificadas em sessões ordinárias da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Os dados constam do Portal da Transparência e foram citados pelo Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) em manifestação encaminhada ao Ministério Público.

Bual tem salário bruto mensal de R$ 26.080,98. Segundo o CACC, não houve registro de presença do parlamentar nas sessões realizadas em abril, maio e julho.

As faltas ocorreram, de acordo com a manifestação, antes da decisão judicial que teria autorizado o exercício remoto do mandato. A Câmara foi comunicada oficialmente sobre a medida somente em 11 de agosto.

Diante dos pagamentos realizados no período, o CACC pediu que os valores sejam investigados e que o caso seja encaminhado ao Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). O grupo também solicitou que seja avaliada a abertura de uma Tomada de Contas Especial.

O caso também envolve a administração da Câmara, presidida por David Reis. Como a própria CMM administra a folha de pagamento e aplica as regras internas, o CACC questiona a manutenção dos subsídios diante das ausências classificadas como não justificadas.

Até o momento, porém, os elementos apresentados não comprovam que David Reis tenha determinado pagamentos irregulares ou atuado pessoalmente para proteger Bual. Uma eventual responsabilização dependeria de investigação e de documentação específica.

O CACC quer que os órgãos de controle esclareçam se os aproximadamente R$ 130 mil pagos ao vereador seguiram as regras aplicáveis e, caso seja identificada alguma irregularidade, apontem eventuais responsáveis.

Bual está impedido judicialmente de frequentar presencialmente a Câmara em razão de medidas cautelares impostas no processo que o investiga. Em julho, o Superior Tribunal de Justiça manteve a restrição de acesso à CMM e o uso de tornozeleira eletrônica.

Com isso, o caso passa a envolver, além das ausências do vereador, a forma como os pagamentos foram mantidos pela administração do Legislativo municipal. As 50 faltas foram registradas como não justificadas, enquanto os subsídios permaneceram integrais no período.

 

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