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Governo diz que não vai dar 15% de reajuste para professores

A categoria está pedindo um reajuste de 15%, mas o governo permanece com a oferta de 3,93%, referente à data-base de 2019


Após as manifestações dos professores, realizadas na manhã desta segunda-feira(15), o Governo do Amazonas decidiu se pronunciar e afirmou que não vai conceder o reajuste salarial de 15% à categoria. Em nota enviada à imprensa, o Estado afirma que a “a Lei de Responsabilidade Fiscal limita a reposição da data-base ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses” e por isso não é possível ofertar percentuais maiores de reajuste.

Professores realizaram manifestação no Centro (Divulgação)

O Governo destacou ainda que manteve o pagamento de 9,38% da data-base 2016, benefício conquistado pelos professores na gestão de Amazonino Mendes, e não na atual gestão. Além de estar apresentando propostas viáveis para a economia do Estado, em relação as reivindicações dos trabalhadores. A categoria está pedindo um reajuste de 15%, mas o governo permanece com a oferta de 3,93%, referente à data-base de 2019.

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Asprom quer unir com Sinteam para reivindicar reajuste salarial de 15%

Em relação ao deferimento do pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE), para suspensão da greve, o governo alega que o objetivo é “assegurar o funcionamento da rede estadual de ensino e não prejudicar os 420 mil alunos que são atendidos pela rede”, diz em nota.

Outras propostas

Para os trabalhadores da educação, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação.

Greve geral continua

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical), realizaram manifestações paralelas na manhã de hoje(15), deflagrando greve geral em todo o Estado. Os servidores devem manter a paralisação até que o governo estabeleça um diálogo com a categoria e atenda as reivindicações.

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