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Greve dos professores chega ao 27º dia; Governo apresenta contraproposta final

A contraproposta será leva pela Comissão de Negociação para ser analisada se será rejeitada ou aceita.


Na tarde desta sexta-feira, 10, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) recebeu a contraproposta oficial do Governo para a categoria do magistério. Na última reunião da comissão, estiveram presentes o secretário de Estado de Educação (Seduc-AM), Luiz Castro, a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Therezinha Ruiz e os representantes do Sindicato do Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam) e da Associação de Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom-Sindical).

A contraproposta final do governo, apresenta a reposição salarial de 4,73% mais reajuste de auxílios alimentação e localidade, em percentuais de até 233%, e a ampliação do vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas. Segundo o secretário de Estado da Fazendo (Sefaz), o Estado chega ao limite máximo do que pode oferecer à categoria em 2019, sob pena de comprometer o pagamento de todos os servidores e o bom funcionamento dos serviços públicos.

O governo apresentou contraproposta final aos professores. (Foto: Rhamile Muniz)

O sindicato esclareceu à categoria e à sociedade que a Comissão de Negociação do AspromSindical que recebeu a contraproposta e ainda não fechou nenhum acordo com o Governo.

A contraproposta será leva pela Comissão de Negociação para ser analisada pela base da categoria na Assembléia Geral Extraordinária para definição se será rejeitada ou aceita. Enquanto a Assembléia Geral não for realizada e a categoria não decidir pela rejeição ou aceitação, o sindicato informou que a greve continua por tempo indeterminado. 

O Comando Geral de Greve do AspromSindical irá reunir neste sábado, 11, e decidirá o dia, hora e local para ser realizada a Assembléia Geral Extraordinária e, em seguida, divulgará à todos.

A greve

A greve da Educação iniciou no dia 15 de Abril. Pelo menos 39 municípios do Amazonas estão com os professores da rede estadual em protesto, requerendo melhores condições de trabalho. A classe só normalizará as atividades depois de receber uma resposta do Governo: um reajuste salarial.

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Ao longo dessas semanas de manifestações, nem mesmo a chuva parou os professores, evidenciando a força da classe. 

A luta pelos 15%

A principal reivindicação dos professores é o reajuste salarial de 15%, sendo 3,93% a reposição da inflação, 9,6% a perda do poder de compra referente ao período de 2015 a 2018, quando os trabalhadores ficaram sem reajuste salarial e 1,47% de ganho real. A data base da categoria venceu no dia 1º de março. 

Outros pedidos da categoria são referentes às melhores condições de trabalho, alimentação de qualidade, pedidos quanto às escolas abandonadas. Além do reajuste no salário, as principais reivindicações dos trabalhadores do interior são referentes ao Plano de Saúde e Auxílio-localidade.

Garantias de que greve dos professores não prejudique ano letivo

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) vai cobrar do Governo do Estado sobre como vai garantir que a greve dos professores da rede pública não afetará a qualidade do ensino e nem prejudicar o cumprimento do ano letivo de 2019. O anúncio foi feito pela Procuradora-Geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, em reunião, na manhã da quinta-feira passada, 2, com os representantes do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Aspromsindical).

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No documento protocolado no MPAM, os professores pediram a intermediação do Ministério Público para que o problema seja resolvido imediatamente.

Protestos

Os professores voltaram às ruas para protestar na noite de ontem, 10, após a reunião com representantes do governo.

Assista à live da TVAM1:

Após reunião com governo, greve da educação

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