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2 de dezembro de 2020
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Jornal Nacional revela conversas de Carlos Almeida com empresários em caso da compra dos respiradores

Segundo a PF, os encontros do vice-governador em escritório de advocacia servia para o “pagamento de acerto de propina”

Jornal Nacional revela conversas de Carlos Almeida com empresários em caso da compra dos respiradores
Foto: Michel Mello - Secom

O Jornal Nacional dedicou mais de cinco minutos do programa dessa segunda-feira (19), com a reportagem sobre a segunda fase da Operação Sangria, que apura desvios de verba da saúde do Amazonas na compra de respiradores superfaturados. A Rede Globo revelou ter obtido acesso às imagens e mensagens de reuniões e conversas do vice-governador Carlos Almeida, com secretários, empresários e parlamentares.

Eleições

A investigação da Polícia Federal suspeita de grande influência de Carlos Almeida na Secretaria de Estado de Saúde, tendo participação nas conversas que levaram à compra dos 28 respiradores. Essa influência seria justificada por Almeida ter assumido a pasta da Saúde entre janeiro a março de 2019.

Um dos investigadores da PF ouvidos pelo Jornal Nacional afirma que ficou constatada a participação da alta cúpula do governo na aquisição dos equipamentos.

Leia mais: PF mira Carlos Almeida em nova fase da Operação Sangria no governo do AM

“Foi possível constatar a ingerência da alta cúpula do governo sobre o ex-secretário de Saúde que canalizava essas demandas, visando a manipulação do processo de aquisição dos ventiladores pulmonares”, informou o delegado Henrique Albergaria.

O que levanta maiores suspeitas sobre o vice-governador são as reuniões que ele fazia em um escritório de advocacia no Edifício Fórum Business Center, que fica na zona Centro-Sul da capital. A Polícia Federal quer saber o motivo dos encontros serem realizados nesse escritório particular e não no gabinete dele, na sede do Governo do Estado.

Uma possível explicação, segundo o que os investigadores da PF afirmaram para o Jornal Nacional, é que os encontros do vice-governador com empresários, secretários e parlamentares, serviam para o “pagamento de acerto de propina”.

A reportagem divulgou vídeo em que Carlos Almeida foi flagrado deixando o prédio do escritório particular com uma bolsa, em maio deste ano. Na época, o vice-governador chegou a mostrar, nas redes sociais, que estava carregando seu lanche, para desmentir as suspeitas de recebimento de propina.

Buscas

O escritório no Edifício Fórum Business pertence a um advogado de Almeida, mas que não teve o nome divulgado. O local foi alvo de buscas pela PF, no último dia 8 de outubro.

Constrangimento

Carlos Almeida só veio se manifestar sobre a Operação Sangria no dia seguinte, após ter sua residência, gabinete e escritório revistados pela PF. Em nota, o vice-governador disse que se sentiu em uma situação “constrangedora”, mas afirmou ter consciência de que a exposição faz parte de seu “ofício político”.

“Como profissional oriundo de carreira jurídica sei da necessidade pública de esclarecimentos quanto à conduta dos agentes públicos, em especial políticos, razão pela qual sou favorável à elucidação dos fatos circunscritos à Operação Sangria”, trecho da nota de Carlos Almeida, divulgada no dia 9 deste mês.

Para o Jornal Nacional, Carlos Almeida justificou que usou o escritório de um amigo como um apoio após se afastar da Casa Civil.

Suspeitas sobre o governador

A reportagem do Jornal Nacional ainda chega a citar o nome do governador Wilson Lima (PSC). A menção é por conta de um áudio do ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias, que foi exposto, quando ele diz para o ex-secretário executivo de Saúde, Perseverando Garcia, que o governador iria conhecer um empresário que financiaria a compra dos respiradores para o governo.

“Estou recebendo muitas demandas e uma delas que eu preciso canalizar, é do governador. Parece que ele tem um canal de um empresário aqui do Amazonas, o cara é grande, o cara tem ‘bala na agulha’ e o cara se prontificou a fazer as compras pelo governo do Estado. E a gente segue com o rito normal dos nossos processos e procedimentos pra comprar dele, tá?”, disse Tobias no áudio.

Segundo a PF, o empresário citado está sendo investigado, porém, seu nome não foi divulgado.

O governador Wilson Lima disse para a TV Globo “que está à disposição para prestar esclarecimentos e que pauta a gestão dele pela ética e transparência”.

 

 

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