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26 de janeiro de 2021
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Maus Caminhos: Justiça condena Mouhamad e Alecrim a mais de 27 anos de prisão

Denúncia do MPF, aponta que Mouhamad pagou propina a Alecrim de R$ 3.3 milhões, para facilitar fraudes na saúde do Amazonas

Maus Caminhos: Justiça condena Mouhamad e Alecrim a mais de 27 anos de prisão
Foto: Reprodução
Envolvidos na Operação Maus Caminhos, o empresário Mouhamad Mustafa e o ex-secretário de Saúde, Wilson Duarte Alecrim foram condenados por crime de corrupção, envolvendo pagamento de propina na saúde do Amazonas. A decisão foi da juíza Ana Paula Serizawa, no último dia 16 e atendeu uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na denúncia, o órgão federal pontua que o empresário e médico – apontado como o líder da organização criminosa – pagou propina a Alecrim no valor de R$ 133,5 mil por mês, entre abril de 2014 e setembro de 2016, totalizando R$ 3.337.500,00. Ao todo, foram feitos 25 pagamentos diretos ao ex-secretário.

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“Em troca, Wilson Alecrim permitiu a entrada da organização criminosa que funcionava por meio do Instituto Novos Caminhos, gerido por Mouhamad. E mesmo após sua saída do cargo, os pagamentos seriam devidos enquanto perdurasse o contrato em ‘retribuição’ aos serviços prestados à organização criminosa”, diz um trecho.

Mensagens

O documento aponta que foram encontradas mensagens trocadas por Mouhamad e a empresária Priscila Coutinho, onde ele pedia para separar valores que seriam entregues a terceiros, no mesmo dia em que marcava encontros com Wilson Alecrim.

Para comprovar a denúncia, foi considerada uma foto armazenada no celular de Priscila, que mostra mensagens enviadas pelo aplicativo Telegram, em 27 de agosto de 2015 que autodestruíram em uma hora. Nelas, o empresário lista diversas pessoas que deveriam ser pagas com os respectivos valores, entre elas, segundo as investigações, o ex-secretário de Saúde.

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Além disso, foram identificadas mais mensagens trocadas entre os réus, nos anos de 2015 e 2016, nos quais, segundo o MPF, o grupo marcava encontros periódicos.

“Priscila, tanto na colaboração premiada quanto diante deste juízo, confirma que separava valores para Mouhamad, geralmente em um envelope e que o próprio empresário entregava pessoalmente os valores a Wilson Alecrim”, argumenta Serizawa.

Em seu despacho, a magistrada condenou Mouhamad Mustafá a 14 anos e cinco meses de prisão e Priscila Coutinho, a sete anos e nove meses de detenção, ambos por corrupção ativa. Na mesma sentença, Alecrim deve cumprir 13 anos e 4 meses, por corrupção passiva. Somadas, as penas do trio que devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado, passam de 35 anos de detenção.

O ex-secretário também condenado a devolver o valor atualizado de R$ 3,337 milhões para ressarcir os danos causados. Já Mouhamad terá que pagar multa em torno de R$ 1,8 milhão e Priscila, a quantia de R$ 106 mil. 

Além disso, Serizawa decretou a perda de dois imóveis, localizados na capital amazonense em favor da União.

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