Crianças arriscam a vida ao atravessar ponte para poder ir à escola

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Crianças arriscam a vida ao atravessar ponte para poder ir à escola

A ponte feita de madeira foi construída com recursos próprios dos moradores e não recebe nenhuma reforma ou manutenção há mais de três anos.

A comunidade tem uma média de 180 famílias, conforme dados contabilizados pela própria população. (Foto: Márcio Silva/Amazonas1)

“As crianças transitam pela ponte diariamente para irem às escolas, mesmo sem segurança alguma e ainda têm que conviver com esse fedor de lixo, devido a falta de estrutura da estação de tratamento de esgoto que joga o que não suporta, no rio Urubuí. A ponte está há mais de três anos na mesma situação, precisamos que o poder público tome as devidas providências e que ajude, principalmente, as nossas crianças”

O desabafo é do morador Daniel Barbosa, 41, sobre a ponte do rio Urubuí, que liga o município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), à comunidade Santa Cruz.

Os únicos veículos que a ponte suporta, precariamente, são motos e bicicletas. (Foto: Márcio Silva/Amazonas1)

 

A ponte feita de madeira foi construída com recursos próprios dos moradores e não recebe nenhuma reforma ou manutenção há mais de três anos, de acordo com denúncias.

A comunidade tem uma média de 180 famílias, conforme dados contabilizados pela própria população. No local, cerca de 90% das casas são de madeira e outros 10% são de alvenaria.

Diariamente, crianças trafegam sozinhas pela ponte para poderem estudar. Como a ponte não suporta a passagem de carro, as únicas formas de acesso de uma área para outra é por meio de bicicleta, motocicleta ou mesmo a pé.

“Todas as vezes, temos que juntar dinheiro para que nós mesmos realizemos as manutenções na ponte. Com tudo isso, ainda tem o mau cheiro e a prefeitura não faz nada”, denuncia Daniel.

O forte odor é resultado do despejo de água no rio, oriunda da Estação de Tratamento de Esgoto do município. Segundo os moradores, a situação fica ainda pior quando chove, devido a falta de suporte da estação.

A reportagem procurou a prefeitura de Presidente Figueiredo e aguarda posicionamento.

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