Manaus, 25 de agosto de 2026
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Manaus, 25 de agosto de 2026

Cidades

Após à redução do ICMS de Manaus, Renato Junior cobra Governo do AM e afirma que recorreu à Justiça

Prefeito afirma que faltou diálogo do Estado com as prefeituras após decisão judicial ampliar a participação de Coari.

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(Foto: João Viana/Semcom)

Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), afirmou à impressa, nesta segunda-feira (24), que a Prefeitura já recorreu à Justiça contra a decisão que elevou para 5,81% a participação de Coari na parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinada aos municípios. O prefeito também criticou a condução do Governo do Amazonas diante da mudança e afirmou que faltou diálogo com as 62 prefeituras.

O recurso foi apresentado pela Procuradoria-Geral do Município (PGM). Com o aumento da participação de Coari no rateio, os demais 61 municípios, incluindo Manaus, passam a receber proporcionalmente menos dentro da parcela do imposto destinada às prefeituras.

“São 61 prefeituras sofrendo em detrimento de um só beneficiário. Então, a gente vai em busca, já estamos entrando na Justiça. Todos os municípios perdem”, afirmou Renato Junior.

Segundo o prefeito, Manaus não pretende reivindicar recursos destinados a outras cidades, mas busca preservar a participação da capital na distribuição do imposto.

“A gente não quer, de forma nenhuma, o que é de nenhum outro município. A gente também não pode tirar de Manaus”, declarou.

Prefeito cita pressão sobre serviços da capital

Ao defender a manutenção dos recursos destinados à capital, Renato Junior argumentou que Manaus também atende moradores de municípios do interior que procuram serviços públicos na cidade.

Segundo o prefeito, essa demanda aumenta a pressão sobre a estrutura municipal, especialmente em áreas de atendimento à população.

“Manaus já é a cidade que abriga o interiorano, que vive tantas dificuldades em serviços públicos. Tantas vezes, nos interiores não tem o serviço público que o Governo do Estado negligenciou durante tantos anos e buscam em Manaus”, criticou.

Renato acrescentou que a capital recebe moradores de outras cidades, concentra oportunidades de emprego e presta serviços utilizados por pessoas de diferentes municípios.

“Manaus abriga, Manaus recebe, Manaus acolhe, Manaus gera emprego e as pessoas vêm para cá. Agora, tirar o imposto que é devido de Manaus não dá e por isso que a gente recorreu”, afirmou.

‘Faltou pulso administrativo’

Além de recorrer à Justiça, Renato Junior fez crítica para a atuação do Governo do Amazonas e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) na condução do impasse.

Para o prefeito, o Executivo estadual deveria ter chamado as prefeituras para discutir os efeitos da decisão antes que a mudança provocasse redução nos repasses.

“Acho que faltou um pouco de pulso administrativo da Secretaria da Fazenda, do Governo do Estado do Amazonas, para entrar e ter uma rodada de conversa”, declarou.

Renato defendeu uma articulação conjunta entre o Estado e os municípios para buscar uma solução judicial para o impasse.

“Eu acho que falta o Governo do Estado dialogar e juntar todas as prefeituras para que juntos possamos derrubar isso daí. Mas, lamentavelmente, o Governo do Estado não dialoga”, criticou.

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