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19 de abril de 2021
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‘Auxílio Conectividade’ é anunciado e volta às aulas presenciais continua indefinida em Manaus

O valor do auxílio será de R$ 70 e deverá colaborar para que os professores possam dar suas aulas, que continuarão a ser de forma remota

‘Auxílio Conectividade’ é anunciado e volta às aulas presenciais continua indefinida em Manaus
Foto: Alex Pazzuelo / Semed

O retorno às aulas na rede municipal de ensino continua indefinido por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus; aulas presenciais foram suspensas desde março do ano passado.

A informação foi feita pelo pelo subsecretário de Infraestrutura e Logística da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Marcelo Campbell, durante audiência pública virtual, realizada nesta sexta-feira (5), coordenada pela Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus (Comed/CMM).

Campbell também informou que a Semed enviará um projeto denominado “Auxílio Conectividade” à CMM. O valor será de R$ 70 e deverá colaborar para que os professores possam dar suas aulas, que continuarão a ser de forma remota.

Outra informação repassada pelo representante da Semed é quanto ao estudo para compra de aparelho celular para os alunos que não têm acesso às aulas.

“Estamos em fase de estudo de parcerias, para entregar às famílias dos alunos um celular, para que eles possam ter acesso às aulas sem prejuízo pedagógico. Tudo está sendo feito com cuidado para que, quem receber este material, tenha cuidado e zelo, por se tratar de um patrimônio público”, adiantou Marcelo Campbell.

O presidente da Comed, vereador professor Fransuá (PV), afirmou que esse auxílio vai ajudar bastante os professores durante seus compromissos remotos com os alunos. “Esse é um grande avanço para a nossa educação. Sabemos que essa pandemia da covid-19 prejudicou a todos, mudou hábitos e rotinas […] todo benefício voltado para a melhoria da educação e sua manutenção, da melhor maneira possível, é fundamental neste momento”, disse.

Já a vice-presidente da Comed, vereadora Jacqueline Pinheiro, cobrou para que as áreas rurais sejam beneficiadas com a ação.

Representantes de classes sindicais dos profissionais da Educação defendem que o retorno, mesmo que de forma híbrida, seja feito somente após a vacinação dos educadores.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Cleber Ferreira, diz que o sindicato não concorda com a volta às aulas neste momento crítico da pandemia.

“O ensino híbrido também é um risco. As salas são fechadas, com janelas lacradas, sem circulação de ar. É híbrido somente para os alunos. O professor precisa estar todos os dias na escola. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) precisa oferecer estrutura para trabalhadores e alunos no sentido de garantir o ensino remoto”, defendeu o professor Cleber Ferreira, diretor de Finanças do Sinteam.

Leia mais: Variante descoberta em Manaus pode ser dominante no país, alertam cientistas

O biólogo Lucas Ferrante, que também participou da audiência, disse que é “inadmissível” o retorno das aulas diante de uma variação do vírus da covid-19 ainda mais potente que a do ano passado. Ele disse que o retorno às aulas, no ano passado, contribuiu para o aumento de casos, mesmo que de forma indireta.

“Nós finalizamos uma nota técnica, em fevereiro, que nós mostramos que quem teve contato com o coronavírus não está imune à variante P.1, que surgiu aqui no Amazonas. É importante dizer que o retorno das aulas culminou na segunda onda, e foi a segunda onda que fez com que surgisse a variante P.1, que não foi responsável por essa etapa, mas surgiu dentro dela”, disse Lucas.

Nota técnica_Ferrante et al. 2021

Participaram ainda da audiência, representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT); Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); Secretaria Municipal de Saúde (Semsa); Conselho Municipal de Educação (CME), e vereador Joelson Silva (Patriota).

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