A revogação ocorreu após mais de 30 dias de ocupação e mobilização dos povos do Baixo Tapajós contra o decreto, que previa a privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. O recuo do Governo Federal foi considerado uma vitória do movimento indígena, que contou com apoio de entidades da sociedade civil.
A agremiação esteve representada por Izabel Munduruku, integrante da Comissão de Artes, pela porta-estandarte Jeveny Mendonça e pelo tripa Batista Silva.

(Foto: Iasmina Mello / Assessoria Boi-Bumbá Garantido)
Durante o evento, Izabel Munduruku afirmou que a conquista é resultado da mobilização coletiva e ressaltou que a luta em defesa dos territórios indígenas continua. Segundo ela, apesar da revogação do decreto, propostas que impactam diretamente as comunidades indígenas seguem em tramitação no Congresso Nacional.
“O decreto foi revogado, mas há outros projetos em andamento que afetam a vida nos territórios indígenas. A mobilização precisa continuar”, declarou.
Izabel também destacou a importância do cumprimento do direito à consulta livre, prévia e informada, prevista em acordos internacionais, para decisões que afetem territórios e modos de vida tradicionais.
Jeveny Mendonça reforçou que, mesmo com a revogação, as mobilizações permanecem ativas. “Celebramos essa conquista, mas seguimos atentos e ao lado dos povos originários na defesa dos rios e da Amazônia”, afirmou.
Ao final do ato, o Garantido reafirmou apoio às organizações indígenas e aos movimentos sociais na defesa dos territórios, das águas e das florestas da região.

(Foto: Iasmina Mello /Assessoria Boi-Bumbá Garantido)