‘Bolsonaro cometeu crimes sérios, mas não genocídio’, destaca Omar Aziz

Após um encontro, os membros da CPI decidiram retirar o crime de genocídio do relatório final
Publicado em 20/10/2021 09:11
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Foto: Roque de Sá/Agência Senado

BRASÍLIA, DF – O senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid, voltou a destacar que o presidente Jair Bolsonaro não cometeu o crime de genocídio, o qual seria indiciado pela Comissão do Senado. Para ele, Bolsonaro cometeu “crimes sérios” durante a pandemia, mas não está convencido de que genocídio seja um deles.

“O Bolsonaro fez aglomerações propositadamente, o Bolsonaro pregou a imunização de rebanho, pregou medicamento não comprovado, foi charlatão prescrevendo medicamento sem eficácia… Então, ele tem crimes sérios, só que o genocídio é muito mais sério que isso tudo. Eu preciso ser convencido de que houve [genocídio]. Até agora eu não fui”, afirmou em entrevista ao O Globo.

Após uma reunião entre os membros da CPI, nesta terça-feira (19), foi decidido retirar o crime de genocídio do relatório final elaborado por Renan Calheiros. No lugar, Bolsonaro deve ser indiciado por “crime contra a humanidade”.

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Opositor do governo federal, em diversos momentos da CPI da Covid, o senador fez críticas sobre os posicionamentos do presidente Bolsonaro, no entanto, afirmou que a Comissão decidiria de forma justa após seis meses de investigações.

No relatório final, antes do encontro dos senadores, Bolsonaro foi indiciado por 11 crimes, entre eles genocídio e homicídio qualificado. Para o presidente da CPI, o chefe da República não cometeu esses crimes, e ainda explicou que os atos de Bolsonaro não eram espontâneos.

“Ele fazia ‘motociata’, fazia questão de ficar sem máscara. Isso ele provocou, não foi espontâneo. Não é que ele desceu num local para ir ao banheiro e chegou um monte de gente na porta do banheiro, não. Era anunciado, se gastava dinheiro para fazer essa motociata, tudo era programado, então isso sim. Se é homicídio qualificado, não sei, mas é crime”, declarou.

A leitura do relatório final está marcada para acontecer nesta quarta-feira (20). Já a votação do texto deve ocorrer na próxima terça-feira (26).

(*) Com informações do Uol

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