Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Bolsonaro: Tropa do PL no AM reage, mas silêncio de Sargento Salazar chama atenção

Enquanto aliados criticam duramente decisão do STF, vereador Salazar alimenta especulações políticas por falta de posicionamento.

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(Foto: Divulgação / Assessoria)

Manaus (AM) – A operação da Polícia Federal deflagrada na sexta-feira (18), que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e culminou na determinação do uso de tornozeleira eletrônica por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou ampla repercussão entre políticos amazonenses. No entanto, um silêncio específico chamou a atenção: o vereador Sargento Salazar.

Conhecido apoiador de Bolsonaro e integrante da chamada “tropa do PL no Amazonas”, ele foi o único do grupo a não se manifestar publicamente sobre o episódio.

A operação é parte das investigações que apuram uma possível tentativa de golpe de Estado e manipulação de estruturas do Estado durante o governo Bolsonaro.

A determinação do STF incluiu medidas restritivas contra o ex-presidente, como o uso de tornozeleira e a proibição de comunicação com outros investigados.

O vereador Sargento Salazar, que sempre demonstrou alinhamento com Bolsonaro e suas pautas, não se manifestou até o momento sobre a operação.

A ausência nas redes sociais e no debate público foi notada por apoiadores e opositores, gerando especulações sobre sua postura diante do novo cenário de pressão jurídica enfrentado pelo ex-presidente.

O silêncio de Salazar contrasta com a forte mobilização de sua base aliada e reforça dúvidas sobre possíveis estratégias de distanciamento político ou cautela diante da gravidade do caso.

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Enquanto isso, aliados bolsonaristas no Amazonas usaram as redes sociais para criticar duramente a ação da Justiça.

O vereador Coronel Rosses classificou a medida como “inacreditável” e compartilhou imagem com tom de revolta.

O deputado estadual Delegado Péricles afirmou que a operação representa “um capítulo vergonhoso de perseguição política no Brasil” e denunciou um suposto autoritarismo por parte do Judiciário.

Já o deputado federal Capitão Alberto Neto divulgou nota oficial em que acusou o STF de agir de forma monocrática e fora do espírito democrático, especialmente durante o recesso parlamentar.

Até mesmo a pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Seffair, manifestou apoio explícito a Bolsonaro ao publicar a frase “Verás que um filho teu não foge à luta” sobre a imagem do ex-presidente em frente à bandeira nacional — símbolo de resistência e nacionalismo frequentemente usado pelo bolsonarismo.

Entre os líderes políticos estaduais, o governador Wilson Lima (UB), embora com tom mais moderado, comentou que “as instituições precisam agir com equilíbrio e cautela” e que “o respeito à legalidade e à presunção de inocência deve prevalecer para todos, independentemente de posição política”.

A declaração foi vista como uma tentativa de não se afastar da base conservadora, ao mesmo tempo que preserva sua posição institucional.

 

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