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Braga e Omar se acusam: houve irregularidades na construção da Ponte Rio Negro

• Publicado em 18 de abril de 2017 – 13:33
ponte todos divulgação

Na última segunda-feira, em rede social, o senador e ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), disse que os aditivos que aumentaram o preço da Ponte Rio Negro, de R$ 574.826.098,12 para mais de R$ 1,1 bilhão, foram no governo de seu ex-vice governador e, também, senador Omar Aziz (PSD). Omar rebateu e disse que quando assumiu o governo, em abril de 2010, já encontrou todos os aditivos encaminhados, discutidos e aprovados pelo governo de Braga. Ou seja, na tentativa de jogar a culpa um para o outro, eles acabam concordam, pela primeira vez, que houve irregularidades, mesmo depois de afirmar que provariam suas inocências.

Ambos foram citados pelo delator e executivo da Odebrecht Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, no Inquérito nº 4429, que disse que a empresa teve que pagar propina pela obra da ponte. delator que disse que que recebeu do antecessor dele na empresa informações sobre os ajustes feitos com o então governador Braga de  “pagamentos indevidos em favor deste, por intermédio da empresa Construtora Etam, cessionária de parte das obras, cujo representante era o senhor Eládio Cameli”. O delator  afirma que, após a saída de Braga, foi abordado por interlocutores do então governador Omar Aziz e depois pelo próprio Omar para continuidade dos repasses irregulares.Na época, a Etam fez as obras das vias de acesso à Ponte Rio Negro.

Braga disse que as suspeitas recaem sobre a gestão de Omar. E Omar, disse que os aditivos que dobraram o valor da obra começaram a ser discutidos em 2008, no governo de Braga. E diz que todos os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) à época, fizeram uma visita à obra, acompanhados de Braga, “para avaliar a necessidade técnica dos aditivos, fato que pode ser comprovado pelas reportagens e fotos publicadas na época”.

Braga diss que, em abril de 2010, quando entregou o comando do governo a Omar, para disputar uma vaga ao Senado Federal, “48% do valor original da ponte estava pago, com a obra em pleno andamento, sendo que 90% da construção já estavam prontas”. E que o valor da obra era de R$ 574.826.098,12. E que os aditivos de Omar dobraram o valor e a ponte chegou a R$ 1,1 bilhão.

Omar disse que Braga pagou por serviços não executados da obra, o que que levou o (Supremo Tribunal Federal a autorizar a abertura de inquérito contra os dois. “Quando eu assumi o Governo do Amazonas, o meu antecessor já havia pago 93% do valor contratado na Ponte do Rio Negro, enquanto a obra não estava executada nem a metade”, disse. “Porque dois anos antes, o governo que eu sucedi já tinha detectado que havia erro no projeto; e a pessoa sabe disso, mas tenta jogar essa responsabilidade pra terceiro”, disse o senador.

Para Braga, em abril de 2010, quando entregou o governo ao Omar, 48% do valor original da ponte estava pago, “com a obra em pleno andamento, sendo que 90% da construção já estavam prontas”.

“No dia 11 de junho de 2010, o Diário Oficial do Estado publicou o Termo Aditivo ao contrato da Ponte Rio Negro, elevando o valor de R$ 574.826.098,12 para R$ 811.880.335,64. Cabe esclarecer que esse aditivo não foi concedido durante o meu mandato de governador, pois já havia entregue o cargo para disputar a eleição para o Senado da República. Outros aditivos vieram ao longo dos anos até que, em 24 de outubro 2011, a ponte que liga Manaus ao município de Iranduba foi entregue à população com o valor final de R$ 1,1 bilhão”, disse.

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