(Foto: Reprodução/Redes Sociais Maria do Carmo, Capitão Alberto Neto e Wilson Lima)
Manaus (AM) – As articulações para as Eleições Gerais de 2026 já começaram a tomar forma, especialmente no planejamento político do Partido Liberal (PL). A legenda foi a primeira no Amazonas a lançar um nome à pré-candidatura ao Governo do Estado, professora Maria do Carmo (PL), cogita a possível ida do deputado federal Capitão Alberto Neto ao Senado e, mesmo que em tom de “flertes” e declarações sugeridas por lideranças, incluindo o presidente estadual da sigla, discute uma aproximação com o atual governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil).
A pré-candidata ao governo já deu início a visitas a municípios do interior do estado, acompanhada por representantes do PL amazonense.
Ao Portal AM1, o cientista político Breno Leite, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), analisou que, diante da disputa entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o Judiciário, o partido deve concentrar esforços nas eleições legislativas, mirando a renovação de dois terços do Senado Federal.
“O PL e o bolsonarismo têm pensado a respeito do assunto, de intensificar uma estratégia mais pró-Senado para que haja um Senado mais hostil ao Supremo Tribunal Federal (STF)”, explicou Leite.
Breno Leite também destacou o peso político da eleição para o Governo do Estado, especialmente pelo volume de recursos envolvidos e a capacidade de construção de palanques para candidatos proporcionais, como deputados estaduais e federais.
“Então, há uma espécie de maquinação no sentido de que a eleição do governador é uma eleição que vai estender os recursos para os outros candidatos, em relação, sobretudo, aos palanques que serão feitos em cada cidade no Amazonas”, pontuou o cientista político.
Apesar de o partido ainda não ter oficializado a candidatura de Capitão Alberto Neto ao Senado, ele permanece como o nome de maior destaque dentro da legenda no estado, sendo considerado uma aposta mais “segura”, embora as decisões ainda estejam em fase de articulação.
Essas articulações incluem, inclusive, a possibilidade de apoio a um segundo nome ao Senado. Segundo declarações do presidente estadual do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, esse nome poderia ser o do governador Wilson Lima.
Lembrando que: a trajetória de Lima tem se alinhado com pautas conservadoras, como sua presença ao lado de Bolsonaro na Avenida Paulista, em um ato a favor da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.
Essa eventual aliança, segundo Leite, pode ser estratégica para ambos. Wilson Lima garantiria apoio da base bolsonarista em Manaus, enquanto o PL ampliaria sua presença no interior, com o capital político do atual governador, em seu segundo mandato consecutivo.
“Obviamente, o bolsonarismo precisaria do Wilson para ter, digamos assim, capilaridade em relação aos municípios do Amazonas, que é, digamos, o grande ponto, a grande trava da inserção eleitoral do Wilson Lima”, afirmou Leite.
Essa leitura também é compartilhada pelo analista político Helso Ribeiro. Ele reconhece a possibilidade de aproximação entre Wilson e o PL, mas pondera que os prazos das convenções e demais compromissos eleitorais ainda impõem cautela. Segundo ele, a tendência é de convergência entre as forças, mas a prudência recomenda aguardar.
Apesar disso, o cientista político Breno Leite avalia que o processo de articulação eleitoral já está adiantado no Amazonas.
A reportagem observa que esse movimento local acompanha uma tendência nacional, marcada pela formação da “super federação” entre União Brasil e Progressistas, além de tentativas frustradas de fusões e constituição de federações menores. Esses elementos reforçam o cenário de antecipação das estratégias partidárias em todo o país.
De olho nas Eleições Gerais de 2026, o Partido Liberal foi a primeira sigla no Amazonas a lançar uma pré-candidatura ao Executivo estadual com a professora Maria do Carmo. Ela havia acabado de deixar o partido Novo e, ao chegar ao PL, já contava com o respaldo da liderança estadual.
“O PL, de fato, já se adiantou nisso. O nome, digamos, até o momento, é o da professora Maria do Carmo, que foi vice-candidata à Prefeitura de Manaus na última eleição e que já disputou uma eleição para o Senado como suplente do Arthur Neto”, lembrou Leite.
Apesar disso, o cientista político chama atenção para algumas incertezas: a definição dos nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na Câmara dos Deputados.
Com o lançamento precoce de uma pré-candidatura e articulações simultâneas ao Senado e ao Executivo estadual, o PL sinaliza que pretende “ditar” o ritmo das eleições de 2026 no Amazonas.
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