Manaus, 24 de agosto de 2026
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Cenário

Crise nos pagamentos: médico cobra governo e dispara contra ‘atravessadores’

Rafael Benoliel afirma que profissionais seguem sem receber e defende pagamento direto aos médicos.

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(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Manaus (AM) — O médico ortopedista Rafael Benoliel reagiu à manifestação do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre os pagamentos devidos a médicos que atuam no Amazonas e afirmou que profissionais da categoria continuam sem receber valores que, segundo ele, haviam sido anunciados como liberados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Benoliel declarou que “o calote continua” e disse estar entre os profissionais que ainda aguardam os pagamentos.

A manifestação ocorre após o CFM cobrar providências sobre a situação dos pagamentos e utilizar o termo “caloteiro” para se referir ao governo estadual, conforme manifestação citada na reportagem.

Benoliel relembrou uma denúncia anterior na qual questionou a promessa de liberação dos valores.

“Quem aí lembra daquele vídeo antigo em que eu denunciei que o pagamento que havia sido prometido, liberado, não chegaria na conta da maioria dos médicos? Eu sou apenas mais um desses”, afirmou.

Médico questiona intermediação

Além da cobrança pelos pagamentos, o ortopedista questionou a existência de intermediários entre o governo e os profissionais responsáveis pelo atendimento.

“Não custava nada sentar, negociar, pactuar e aí sim começar a pagar, mas pagar os médicos e não os atravessadores que foram colocados entre nós e vocês”, declarou.

A afirmação sobre os chamados “atravessadores” foi feita pelo próprio médico. A reportagem não apresenta, neste momento, elementos suficientes para afirmar irregularidade na atuação de eventuais empresas ou intermediários.

Benoliel também afirmou que o caso será levado aos órgãos de representação da categoria.

Reclamação chega aos conselhos de medicina

A cobrança ocorre em meio à atuação dos conselhos profissionais sobre a situação dos pagamentos. Além das manifestações de médicos, o tema passou a ser questionado institucionalmente pelo CFM e pelo Conselho Regional de Medicina.

O caso coloca novamente no centro do debate a situação dos profissionais que afirmam aguardar pagamentos e a forma utilizada para repassar os recursos destinados aos serviços médicos.

Ao comentar o episódio, Benoliel afirmou:

“Uma hora ou outra as máscaras caem e a verdade vem à tona.”

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