(Foto: Alberto César Araújo/Aleam)
Manaus (AM) – O ex-secretário-chefe da Casa Civil do Estado e advogado, Flávio Antony, divulgou uma nota em suas redes sociais nesta segunda-feira (17/11) anunciando sua retirada da disputa pela vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional. A desistência foi anunciada após o advogado ter o pedido de liminar negado pela Justiça Federal, medida com a qual tentava retornar à disputa pelo cargo.
No comunicado, ele afirma que tomou a decisão em respeito ao processo democrático que conduz a escolha do novo integrante do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
“Em respeito ao processo democrático do Quinto Constitucional, retiro-me da disputa pela vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas, com irrestrita gratidão por tudo que conquistamos durante o processo, desejando sorte a todos os candidatos”, diz um trecho da nota.
Flávio Antony também agradeceu aos familiares, colegas e amigos pelo apoio ao longo da candidatura.
Contexto
O ex-procurador-geral do Estado, figura historicamente vinculada ao governador Wilson Lima, apostou na influência do Palácio Rio Negro para avançar na seleção, mas acabou barrado por critérios objetivos e por resistência interna da advocacia amazonense.
A insistência em levar adiante a candidatura, mesmo diante da falta de requisitos formais, já havia causado desconforto na classe. A negativa sucessiva de recursos — que buscavam flexibilizar regras claras — deixou explícito que não havia margem jurídica para mantê-lo na disputa. E, sem o respaldo jurídico, a articulação política simplesmente ruiu.
A desistência de Antony, portanto, é mais do que uma decisão pessoal: é uma derrota pública para o governo Wilson Lima. Revela que, mesmo tentando atuar nos bastidores, o governador não conseguiu emplacar seu aliado nem contornar exigências que deveriam ser inegociáveis.
O episódio desnuda o enfraquecimento da influência política de Wilson Lima justamente num momento crítico, às vésperas de 2026, quando tenta se posicionar para disputar o Senado.
Além de frustrar a estratégia do governo, o caso expôs um desgaste maior: a percepção de que o Executivo tentou forçar uma candidatura fora dos critérios legais — e falhou.
No fim, Flávio Antony saiu da disputa porque não conseguiu cumprir o requisito fundamental de 10 anos de advocacia e viu sua candidatura ruir após decisões negativas sucessivas.
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Após não obter sucesso na tentativa judicial de retornar à disputa, o advogado teve sua liminar rejeitada pela Justiça Federal. A decisão está registrada no Processo Judicial Eletrônico do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, divulgado na quinta-feira (14/11), com assinatura do desembargador relator, Gustavo Soares Amorim.
O advogado havia ingressado com mandado de segurança (nº 1051011-15.2025.4.01.3200) solicitando o deferimento de sua inscrição, contestada no âmbito da Comissão do Quinto Constitucional da OAB-AM. Contudo, o magistrado concluiu que não estavam presentes os requisitos necessários para a concessão da medida de urgência, indeferindo o pedido.
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