Foto: Arquivo AM1
A intenção de inserir no calendário de Manaus o ‘Dia da Reforma Protestante’ gerou um clima bastante tenso entre os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta quarta-feira, 27. Após o desentendimento, o projeto foi retirado de pauta atendendo ao pedido de vista do vereador Willian Abreu (PMN). A matéria deverá voltar após o recesso do Carnaval.
O vereador Chico Preto (PMM) foi o primeiro a se declarar contra a aprovação do projeto. Segundo o parlamentar, se a Casa Legislativa abrir a possibilidade de incluir o projeto no calendário, a Câmara não poderá negar para nenhuma outra denominação ou convicção religiosa, também a inclusão na data do Calendário Oficial do Município.

O projeto foi retirado de pauta atendendo ao pedido de vista do vereador Willian Abreu. (Carlos Bolivar)
“Quando nós admitimos a possibilidade no calendário de eventos do município, essa Casa não poderá vetar outros projetos similares, de outras denominações religiosas e até que outras convicções religiosas sejam aprovadas”, comentou o vereador.
O vereador professor Samuel (PHS), autor do PL, buscou defender o seu projeto afirmando que é justamente pelo fato de o Estado ser ‘Laico’, que é preciso incluir a matéria no Calendário Oficial do Município de Manaus.
“O Projeto faz a gente lembrar de Martín Lutero e não modifica nada, não traz novidade. Eu acho que quando Martín Lutero se manifestou, foi justamente quando a igreja desperta para a liberdade de expressão. Apenas estou buscando o dia para marcar o que realmente aconteceu na história”, disse o parlamentar.
O vereador Jaildo dos Rodoviários (PCdoB) disse que a aprovação do projeto levanta certa preocupação. O parlamentar pediu cuidado na aprovação do projeto. Já o vereador Gilvandro Mota (PTC), também afirmou que fica preocupado com o projeto
“Estamos cometendo um equívoco com relação ao capítulo II, que trata da prejudicidade, quando você apresenta algo que já foi aprovado”, comentou o vereador Gilvandro.
Declarou
Em favor da proposta, o vereador Sargento Bentes Papinha (PR), declarou ao professor Samuel que pode contar com seu voto para aprovação da matéria. Um dos poucos vereadores que já declararam voto ao projeto.





