Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Entre números e realidade: segurança no interior do AM vira alvo de críticas

Moradores de municípios como Iranduba e Anamã questionam discurso do governo e denunciam ausência de delegacias e déficit de servidores.

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(Fotos: Defensoria Pública do Amazonas e Divulgação/ MPAM)

Manaus (AM) – A recente publicação do secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, nas redes sociais, trouxe novamente ao centro do debate a situação da segurança pública no interior do estado, especialmente no que diz respeito às delegacias de polícia nos municípios amazonenses.

Na postagem, o secretário adotou um tom firme ao defender a atual gestão, afirmando que “liderança não se mede por palavras, mas por resultados” e destacando a redução nos índices de homicídios, operações integradas, reestruturação dos sistemas de inteligência e um modelo de comando baseado em “técnica, disciplina e coragem para agir”. Segundo ele, o Amazonas vive hoje “um novo padrão de segurança”.

Apesar do discurso institucional, a publicação gerou uma enxurrada de comentários críticos por parte da população, sobretudo de moradores do interior.

As manifestações trouxeram denúncias sobre a ausência ou precariedade de delegacias em diversos municípios, como Iranduba e Anamã, além da falta de efetivo policial para garantir o funcionamento adequado das unidades existentes.

Entre as principais reclamações está a carência de operadores da Polícia Civil. Comentários apontam que o governo estadual teria deixado de convocar policiais civis formados há cerca de três anos, que seguem aguardando nomeação.

A situação, segundo relatos, compromete o atendimento à população e a investigação de crimes fora da capital.

Além da falta de delegacias e de efetivo policial, a superlotação das celas nas unidades do interior do Amazonas permanece como um problema recorrente.

Em muitos municípios, delegacias que deveriam funcionar apenas como locais de registro de ocorrências acabam sendo utilizadas como espaços de custódia prolongada, sem estrutura adequada para abrigar presos

Enquanto o governo aponta avanços nos indicadores gerais, moradores do interior seguem cobrando ações concretas, como a construção de delegacias, reforço no efetivo policial e a convocação dos profissionais já formados.

A discussão expõe que, para além dos números apresentados, a segurança pública no Amazonas ainda enfrenta entraves estruturais que exigem planejamento, investimento contínuo e diálogo com a população que vive fora dos grandes centros urbanos.

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