(Foto: Secom/Divulgação)
Manaus (AM) – Duas escolas estaduais de Maués, no interior do Amazonas, estão com as aulas presenciais suspensas desde a última semana após problemas estruturais, principalmente no sistema elétrico. Enquanto as unidades aguardam providências, estudantes foram transferidos para o ensino remoto — solução que esbarra na realidade de quem vive em comunidades rurais e ribeirinhas.
Na Escola Estadual São Pedro, que possui cerca de mil alunos matriculados, as atividades presenciais foram interrompidas em 23 de setembro. Desde então, os estudantes acompanham as aulas a distância.
O problema é que, para parte dos alunos, estudar pela internet não é uma alternativa simples. A falta de conexão adequada nas comunidades rurais e ribeirinhas pode transformar uma medida emergencial em mais um obstáculo para quem já enfrenta dificuldades para acessar serviços públicos no interior.
O pai de um aluno da São Pedro, Rangel Nascimento, afirmou que sua família consegue acompanhar as atividades, mas demonstrou preocupação com os estudantes que vivem fora da área urbana.
“Tem alunos que são da zona rural. São ribeirinhos e eles não têm muitas vezes acesso à internet de forma rápida que nós temos na cidade”, relatou.
Problema não fica restrito a uma escola
Além da Escola São Pedro, a Escola Estadual Professora Maria das Graças Nogueira também está com as atividades presenciais suspensas. Segundo relatos da comunidade escolar, a unidade enfrenta problemas semelhantes.
O cenário deixa uma questão ainda sem resposta: até quando os estudantes terão de estudar longe das salas de aula por causa das condições estruturais das escolas?
A suspensão também chama atenção porque o impacto não é distribuído igualmente. Para quem mora na sede do município e possui internet em casa, o ensino remoto pode ser uma adaptação possível. Para alunos de comunidades ribeirinhas, porém, a conectividade pode ser justamente uma das maiores dificuldades.
Na prática, um problema de infraestrutura escolar acaba atingindo também o acesso às aulas.
Sem previsão de retorno
Outro ponto de preocupação entre os pais é a falta de uma previsão clara para a retomada das atividades presenciais.
Enquanto isso, os estudantes seguem no ensino remoto e a comunidade escolar aguarda uma solução para um problema que, além da estrutura física das unidades, envolve uma questão básica: garantir que os alunos do interior tenham condições reais de continuar estudando.
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