Suspensão de dois anos por doping tira Rafaela Silva da Olimpíada

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Suspensão de dois anos por doping tira Rafaela Silva da Olimpíada

A atleta, representada pelo advogado Marcelo Franklin, entrará com recurso na Corte Arbitral do Esporte, última instância na esfera esportiva.

A judoca Rafaela Silva foi suspensa pela federação internacional por dois anos após ser flagrada em exame antidoping e perderá a Olimpíada de Tóquio caso não consiga reverter a decisão.

A atleta, representada pelo advogado Marcelo Franklin, entrará com recurso na Corte Arbitral do Esporte, última instância na esfera esportiva.

A informação foi revelada pelo site Globoesporte.com e confirmada pela Folha de S.Paulo.

Em nota, Rafaela afirmou que, por orientação de seu advogado, não irá se pronunciar sobre a suspensão até a decisão final da Corte Arbitral do Esporte. “Lutaremos até o fim pelo sonho de representar o meu país nas Olimpíadas de Tóquio 2020, pois sei que nada fiz de errado e que a justiça prevalecerá.”

A atleta foi flagrada no exame antidoping com a substância fenoterol durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em agosto de 2019. Por decisão da Panam Sports, entidade que organiza a competição, a judoca perdeu a medalha de ouro que havia conquistado na categoria leve (-57 kg).

A carioca afirmou que a substância  entrou no seu corpo por meio do contato com a bebê de uma amiga e parceira de treino no Instituto Reação. Segundo Rafaela, a filha de Flávia Rodrigues tem a doença e faz uso dessa medicação.

O fenoterol tem efeito  broncodilatador e costuma ser usado para o tratamento de doenças respiratórias, como a asma. A substância causa aumento de performance, pois permite melhorar a troca gasosa entre o sangue e o pulmão.

“Eu tenho o costume de brincar dando o nariz para a criança ficar chupando, como se fosse uma chupeta ou uma mamadeira. O que pode ter acontecido é que, conforme ela ia chupando o meu nariz, eu ia inalando a substância e mandando para o meu corpo”, explicou Rafaela, em setembro.

Esta foi a linha de defesa que o advogado dela na ocasião, Bichara Neto, seguiu na audiência por videoconferência no último dia 15. O contato com a criança teria ocorrido no dia 4 de agosto, véspera do embarque para Lima.

A judoca soube do caso de doping enquanto disputava o Mundial de Tóquio, no fim de agosto, quando conquistou a medalha de bronze e fez um novo teste, o qual deu negativo. 

No dia 8 de novembro, Rafaela anunciou que entraria em uma punição voluntária. Como ela ainda não havia sido julgada, ela poderia continuar a competir.

Uma das principais judocas da história do país, a carioca foi campeã olímpica na Rio-2016 e também venceu o campeonato mundial realizado na cidade em 2013. 

Veja nota oficial da Confederação Brasileira de Judô (CBJ)

“A Confederação Brasileira de Judô seguirá acompanhando os desdobramentos do processo legal referente ao caso de doping envolvendo a judoca da seleção brasileira, Rafaela Silva, com a confiança de que a justiça prevalecerá.

Rafaela Silva é campeã olímpica e mundial, exemplo de superação dentro e fora dos tatames e um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. A CBJ prestará o suporte que lhe couber e só se pronunciará novamente após a decisão final do processo”

(*) Com informações da Folha Press

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