Câmara Municipal de Manaus (Foto: Arquivo/Portal AM1)
Manaus (AM) – Durante entrevista ao programa “Cenário Político”, do Portal AM1, o ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Chico Preto (PL), classificou como “erro” e “precipitação” a anulação do último concurso público realizado pela Casa.
Segundo ele, a Câmara errou ao seguir apenas uma recomendação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), sem que houvesse decisão judicial para suspender ou invalidar o certame.
“Recomendação do Ministério Público é tipo conselho de amigo. Você aceita ou não. Quem tem poder para anular concurso é a Justiça”, afirmou Chico, destacando que o MP sequer ajuizou ação questionando o processo seletivo. Na visão do ex-vereador, a CMM deveria ter analisado caso a caso, anulando apenas cargos específicos, se necessário, e não todo o concurso.
Chico ainda levantou a possibilidade de motivação política na decisão. “Pode ser que alguém queira apagar o concurso do antecessor para lançar o seu próprio. Na política, infelizmente, tem muito disso. É o famoso ego, a mesquinharia, o tal do legado”, criticou.
O ex-parlamentar, que comandou a Câmara durante um dos seus quatro mandatos, também alertou que a Casa agora enfrentará uma série de ações judiciais por parte dos candidatos prejudicados. “Essas pessoas estudaram, pagaram, foram aprovadas e agora vão buscar seus direitos”, concluiu.
A declaração de Chico Preto reacende o debate sobre transparência, responsabilidade administrativa e possíveis interesses políticos por trás da condução da atual gestão da CMM. Chico hoje está sem mandato, mas no currículo possui quatro mandatos como vereador de Manaus e dois como deputado estadual.
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