(Fotos: Reprodução)
Manaus (AM) – Passado um ano da morte da jovem assassinada aos 18 anos e grávida de oito meses, Debora Alves, familiares e amigos se uniram em um ato de protesto, nesta segunda-feira (29), no calçadão da Ponta Negra. Paula, mãe da jovem Debora, pede justiça e pede que Gil Romero seja julgado por um juri popular.
Conforme os familiares, mesmo tendo confessado que matou, cortou a barriga da jovem com uma faca, e ainda assassinou o bebê Arthur Vinícius, Gil Romero ainda não foi julgado, portanto, não teve a sentença condenatória pelo crime bárbaro que cometeu junto a um comparsa, José Nilson Azevedo da Silva, mais conhecido como ‘Nego’.
“Nós viemos fazer essa homenagem para Débora e Arthur. Viemos também pedir da Justiça para que esse homem seja julgado, condenado, e que ele não venha a sair e fazer isso com outras pessoas, outras vítimas. Peço que as autoridades olhem para nós. Não queremos vingança, só queremos justiça. Quero justiça pela minha filha e pelo meu neto, para que eles descansem em paz”, disse Paula Cristina.
O crime
O corpo de Débora foi encontrado por uma equipe da DEHS em uma área de mata no Mauazinho, zona Leste, após Nego indicar o local do cadáver, do dia 30 de julho, do ano de 2023. A jovem desapareceu no dia 29 de julho.
Debora Alves foi ao encontro do pai do filho dela, Gil Romero Machado Batista, que se envolveu com Débora quando ela ainda tinha 17 anos. Debora foi estrangulada e teve o corpo queimado com óleo quente e outra substância inflamável, segundo a perícia.
Uma audiência de instrução foi realizada no 14 de novembro do ano passado, na 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus relativa à Ação Penal n.º 0565678-11.2023.8.04.0001, que ele responde pelos homicídios.
A audiência foi presidida pelo juiz de direito James Oliveira dos Santos, que iniciou às 09h55 e foi concluída às 13h50, por videoconferência a partir do Centro de Detenção Provisória (CDPM 1), onde se encontram em prisão preventiva. Em 14 de maio, a Justiça divulgou que os dois criminosos serão julgados por duplo homicídio qualificado, aborto provocado do bebê de Débora, e também por ocultação de cadáver.
Se transitada em julgado a decisão, a ação será concluída para ser julgada, podendo ser pautada a sessão de julgamento Popular.
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