Manaus, 2 de maio de 2024
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Manaus, 2 de maio de 2024

Brasil

Fiocruz e Butantan retomam produção de vacinas

Instituto Butantan e Fiocruz receberam novas remessas de insumo farmacêutico ativo; insumo servirá para acelerar a produção de vacinas até junho

Fiocruz e Butantan retomam produção de vacinas

Foto divulgação

SÃO PAULO, SP – A Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Butantan receberam novas remessas do insumo farmacêutico ativo (IFA) e estão retomando a produção de vacinas contra o novo coronavírus, que estava parada há dias pela falta de matéria-prima.

No caso da Fiocruz, o insumo chegou no último sábado (22) e a fabricação voltou a ocorrer nesta terça (25), após cinco dias de paralisação. Já o Butantan recebeu um novo lote nesta terça e deve retomar o envase imediatamente, após 11 dias de interrupção. O processo deve durar de 15 a 20 dias.

O laboratório fluminense já entregou 41,1 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford ao Programa Nacional de Imunização (PNI). A expectativa é produzir mais 63 milhões até julho. No segundo semestre, quer começar sua produção própria.

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O laboratório de São Paulo, por sua vez, já enviou ao Ministério da Saúde 47,2 milhões de unidades da Coronavac, cumprindo o que estava previsto em um primeiro contrato. Agora trabalha para completar as 54 milhões de doses referentes ao segundo contrato, totalizando 100 milhões de vacinas.

O Brasil conta ainda com um terceiro imunizante, da Pfizer. No entanto, este ainda tem um número muito pequeno de doses disponíveis e um cronograma de entrega mais lento. No primeiro semestre, serão entregues cerca de 15 milhões de unidades.

Produção

Os insumos que chegaram recentemente permitirão à Fiocruz produzir mais 12 milhões de doses. Com isso, estão garantidas as entregas semanais dessa vacina até o dia 3 de julho, com a fabricação assegurada até a terceira semana de junho, sem novas pausas.

O intervalo entre a produção e o envio é explicado pelo fato de amostras de cada lote terem que ficar por 14 dias em uma estufa a 37°C, para garantir a esterilidade.

A fabricação estava parada desde quinta (20) porque houve um rápido escalonamento dos envases, com 1 milhão de doses processadas por dia atualmente, e as remessas da matéria-prima foram consumidas antes do tempo previsto.

De acordo com a fundação, a interrupção temporária não teve impacto até agora nas entregas, que são feitas sempre às sextas-feiras. “Caso haja impacto, vamos avaliar e comunicar mais à frente”, informou em notas na última semana.

Butantan

Já o Instituto Butantan conseguirá fabricar 5 milhões de doses da Coronavac com os 3.000 litros de IFA que recebeu nesta terça da Sinovac. A aeronave saiu de Pequim na segunda (24) e fez escala em Amsterdam antes de pousar em São Paulo.

A matéria-prima passará pelos processos de envase, rotulagem, embalagem e por um rígido processo controle de qualidade para que a vacina seja entregue ao PNI, o que poderá levar de 15 a 20 dias.

Até o final de setembro, o instituto pretende terminar sua nova fábrica. Isso vai permitir, a partir de dezembro, a produção das primeiras doses de Coronavac sem necessidade de importação do insumo. O local terá capacidade para fabricar 100 milhões de doses do imunizante por ano.

(*) Com informações da Folhapess.