Manaus, 31 de outubro de 2026
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Manaus, 31 de outubro de 2026

Política

Flávio pede que Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao STF, assuma investigação sobre ele e Willer Thomaz

Senador pede ao STF que o caso seja remetido ao ministro que já supervisiona apurações ligadas ao mesmo grupo; defesa também pede afastamento de Moraes

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quer que o ministro André Mendonça, indicado ao Supremo pelo próprio pai, Jair Bolsonaro, em 2021, assuma a investigação que envolve o senador e seu amigo e advogado Willer Thomaz. Na noite desta sexta-feira (30), a defesa apresentou três petições ao STF: duas pedem que Alexandre de Moraes deixe o caso, e uma terceira pede a revisão da decisão que determinou o recolhimento do passaporte de Flávio e a proibição de deixar o país.

Uma das petições é uma questão de ordem dirigida ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo que a apuração seja enviada a Mendonça.

Segundo os advogados, ele é o juiz natural do caso por prevenção. Eles afirmam que Mendonça supervisiona desde agosto de 2025 a Operação Sem Desconto e, desde julho de 2026, uma petição que investiga a mesma estrutura atribuída a Thomaz, descrita pela Polícia Federal como um centro financeiro, patrimonial e logístico de lavagem de capitais.

Na outra petição, também endereçada a Fachin, a defesa pede o impedimento e a suspeição de Moraes. O argumento é que a investigação atinge uma empresa que tem entre seus ativos a aeronave usada pelo ministro. Parte das cotas dessa aeronave teria sido destinada ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em um contrato com o Banco Master.

No pedido feito diretamente a Moraes, a defesa solicita a revisão das medidas cautelares. Os advogados dizem que a marcação de Flávio como contato favorito de Thomaz em um aplicativo de mensagens e o pagamento de passagens por ele refletem uma amizade entre os dois, e não irregularidades.

Afirmam ainda que o Santander negou a existência de uma conta conjunta apontada na decisão e que a representação da PF não atribui ao senador qualquer ato ligado à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj, empresas citadas na apuração sobre apostas no Rio de Janeiro.

A defesa também declarou “integral disposição de colaborar com a investigação” e afirmou que o senador comparecerá a todos os atos para os quais for chamado.

 

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