Governo envia Força Nacional à terra indígena tomada por garimpo

Etnia nhambiquara, em Mato Grosso, sofre com a pressão de garimpeiros ilegais na terra indígena Sararé há 30 anos
Publicado em 06/12/2021 08:55
Foto: divulgação/PF

MATO GROSSO – O Ministério da Justiça autorizou o envio da Força Nacional à Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso. O local é um alvo conhecido de garimpeiros, que invadem a terra indígena e exploram ilegalmente a área.

A utilização da Força Nacional foi divulgada nesta segunda feira (6) no Diário Oficial da União. A portaria estipula a presença dos agentes até 26 de abril de 2022. O objetivo é preservar a “ordem pública” e a “incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

O Ministério da Justiça não especifica quantos agentes da Força Nacional serão enviados ao Mato Grosso. A PF (Polícia Federal), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a Funai (Fundação Nacional do Índio) já realizaram operação conjunta na área contra o garimpo.

Na ocasião, cerca de 100 servidores participaram da ação. A Operação Alfeu III, realizada entre setembro e outubro, resultou na prisão de um homem por exploração ilegal. Também houve o recolhimento de máquinas escavadeiras, barcos e insumos para manter a atividade ilegal.

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Para a ação da Força Nacional até abril do ano que vem, o comando das atividades ficará a cargo da Funai. Não é indicado se outras forças de segurança atuarão na região, mas o planejamento ficou sob a responsabilidade do Ministério da Justiça.

O garimpo é um dos problemas centrais da região Amazônica. Em novembro, as atividades no Rio Madeira expuseram a busca por ouro, com atividades ilegais na área.

O ouro também é a motivação para as invasões à Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso. A exploração de recursos naturais tem sido o motivo para o emprego da Força Nacional em terras indígenas no Brasil nos últimos meses.

Em novembro, a Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, também no Mato Grosso, recebeu agentes por causa de ameaças de madeireiros. Em outubro, a exploração da terra pelo agronegócio gerou conflitos na Terra Indígena Serrinha, em Ronda Alta, no Rio Grande do Sul. O uso da Força Nacional também foi autorizado.

(*) Com informações do Poder360

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