(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) — A exposição de Thaisa Cidade em eventos do “Governo Presente” já deixou de ser apenas uma aparição ao lado do governador e passou a integrar o radar da Justiça Eleitoral. O episódio de Manacapuru e Iranduba não é isolado: em outra representação, uma decisão liminar já havia determinado a retirada de quatro publicações relacionadas ao programa estadual, incluindo conteúdo publicado no perfil da primeira-dama durante uma edição realizada em Tefé e posteriormente compartilhado por Roberto Cidade.
Agora, Thaisa volta a aparecer em uma nova representação, desta vez relacionada às ações realizadas em Manacapuru e Iranduba. A coligação autora questiona justamente a exposição dos integrantes do governo durante eventos bancados com estrutura pública e aponta possível promoção política.
O detalhe que enfraquece o discurso de “perseguição” é que não se trata de uma única publicação ou de uma crítica isolada nas redes sociais. A participação da primeira-dama em ações do “Governo Presente” já foi objeto de questionamento judicial em mais de uma ocasião.
Na prática, enquanto Thaisa tenta apresentar os processos como uma tentativa de “calar” sua voz, a Justiça Eleitoral está analisando se a exposição dela e do grupo político de Roberto Cidade em eventos públicos ultrapassou os limites permitidos pela legislação eleitoral. Veja o vídeo de Thaisa:
A nova representação ainda será julgada e não significa condenação. Mas o histórico mostra que o problema não começou com o vídeo em que a primeira-dama falou em perseguição — começou com a própria exposição em eventos do governo que passou a ser questionada na Justiça.
Nas redes sociais, o discurso de Thaisa provocou reações críticas. Em um dos comentários, a jornalista e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Liliane Araújo, escreveu: “menos vitimização, mais explicação”.
Na sequência, cobrou esclarecimentos sobre contratos do Governo do Amazonas envolvendo familiares e questionou a atuação de Roberto Cidade durante os períodos em que esteve à frente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Em outras manifestações, usuários também contestaram a narrativa apresentada pela primeira-dama. Um dos comentários criticou o que classificou como tentativa de integrantes do grupo político de se apresentarem como vítimas. Outro ressaltou que ações e estruturas públicas são financiadas com recursos dos contribuintes.
LEIA MAIS:
- Roberto Cidade, primeira-dama e Serafim Corrêa terão de se explicar à Justiça Eleitoral por possível promoção em eventos do ‘Governo Presente’
- 3 anos depois, Governo do AM reconhece dívida milionária com empresa da família de Roberto Cidade
- Rozenha critica verba para tênis e dispara contra Roberto Cidade: ‘Não merece o voto’







