Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Gritos não me amedrontam’, afirma ministra atacada por Braga

Para a ministra, o episódio demonstra 'machismo atrasado' contra mulheres que ocupam altos cargos na política brasileira

Foto: montagem

MANAUS, AM – Após ser alvo da fúria do senador Eduardo Braga (MDB), a ministra da Secretaria de Governo da Presidência República e deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) afirmou que os gritos e palavrões dirigidos a ela pelo parlamentar não lhe amedrontam.

Para a ministra, o episódio demonstra “machismo atrasado” contra mulheres que ocupam altos cargos na política brasileira. 

“Gritos não me amedrontam. O episódio, infelizmente, demonstra que o machismo atrasado ainda resiste às mulheres que assumem posições relevantes na política brasileira. Vou continuar a interlocução com o Congresso com diálogo, serenidade e, sobretudo, com transparência”, disse.

A manifestação de Flávia Arruda foi repercutida pelo colunista Lauro Jardim, no site do jornal O Globo, nesse domingo (12), logo após a agressão vir à tona também pelo jornalista.

Mais tarde, o governador Wilson Lima (PSC) prestou solidariedade à ministra nas redes sociais.

Leia mais: Wilson presta solidariedade à ministra agredida por Braga: ‘o AM repudia esse comportamento’

Na última sexta-feira (10), Flávia foi atacada com berros e palavrões pelo senador Eduardo Braga por causa de emendas parlamentares que, segundo ele, o Palácio do Planalto lhe prometera liberar, mas não o fez.

Aos gritos e falando diversos palavrões, a postura de Braga abalou o emocional da ministra, que caiu no choro e não conseguiu terminar o diálogo com o senador.

Leia mais: Aos gritos e palavrões, Eduardo Braga faz ministra chorar ao cobrar emendas parlamentares

Após não conseguir conter a fúria do parlamentar, a ministra passou a ligação para o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tentar amenizar os ânimos do senador.

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