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Guerra química, gabinete do ódio e até Abin são os novos alvos da CPI da Covid

• Publicado em 11 de maio de 2021 – 14:38
Foto: Agência Brasil

BRASÍLIA, DF –  A CPI da Pandemia vai reconvocar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Um requerimento do senador Humberto Costa (PT-PE) sugere que o ministro volte a ser ouvido. De acordo com o senador, o primeiro depoimento de Marcelo Queiroga “foi lacônico e contraditório em muitos aspectos. Um deles diz respeito à afirmação de que não há promoção do uso da hidroxocloriquina para tratamento da covid. Todavia, o ministro até o presente momento não revogou a portaria que prescreve o uso da medicação, mesmo sabendo-se que não possui eficácia para tal fim”, argumenta o parlamentar.

O senador Omar Aziz (PSD) também considerou o depoimento “uma decepção” e ainda disse que alguns testemunhos na CPI foram “mentirosos”. Humberto Costa quer investigar ainda por que o Ministério da Saúde editou a Portaria 885, de 2021. O texto prevê a abertura de tomada de contas especial contra estados e municípios que receberam dinheiro da União para o enfrentamento da pandemia de coronavírus. “A edição da portaria pode representar uma ação coordenada do Ministério da Saúde de ameaça aos entes subnacionais. A motivação do ato, portanto, não é legítima”, afirma.

Abin e “gabinete do ódio”

Um conjunto de requerimentos apresentados na segunda-feira (10) pretende investigar a declaração do presidente Jair Bolsonaro segundo a qual o coronavírus pode ter sido criado no contexto de uma “guerra química”. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) requer informações sobre o tema ao Ministério das Relações Exteriores e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O vice-presidente da CPI da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sugere a convocação do diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, para tratar de outro assunto: o eventual uso da agência para intimidar e interferir nos trabalhos da comissão.

Entre os 27 requerimentos apresentados à CPI na segunda-feira, os parlamentares sugerem a convocação do chamado “gabinete do ódio”, um grupo de servidores que atua nas redes sociais da Presidência da República e é suspeito de promover uma campanha de desinformação durante a pandemia. Podem ser chamados a depor os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Gomes e Mateus Matos Diniz.

Outro requerimento pede que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello apresente resultado de exame para detecção do coronavírus. Convocado a depor em 5 de maio, Pazuello pediu o cancelamento da reunião porque teria entrado em contato com pessoas infectadas. No entanto, no dia seguinte, Pazuello encontrou-se com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni.

Fonte: Agência Senado

 

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