Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Judiciário se aproxima de comunidades indígenas no Vale do Javari

Presidente do STF afirma compromisso em apoiar povos originários e combater ameaças a seus territórios.

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(Foto: Mariana Oliveira/ Flickr do STF)

Manaus (AM) – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, visitou nesta sexta-feira (22) duas terras indígenas na região do Vale do Javari, na Amazônia as aldeias Txexe Wassa e Nova Geração que abrigam o povo Matis.

Barroso esteve acompanhado do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, da presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, além de magistrados do CNJ. Durante a visita, ouviram pleitos e preocupações das lideranças indígenas.

Pela manhã, os ministros foram homenageados por oficiais do Exército no Batalhão Forte São Francisco Xavier de Tabatinga, o 8º Batalhão de Infantaria de Selva, antes de seguir para a terra Txexe Wassa. Lá, dialogaram com lideranças locais que manifestaram preocupação com a proteção dos povos isolados, o avanço de invasores, o garimpo ilegal e a expansão de fazendas no entorno.

A reunião foi mediada por Buchi Matis, coordenador-geral da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Participaram ainda os caciques Ivan Arapa (aldeia Paraíso), Ivan Ixma (aldeia Txexe Wassa) e Txma Matis (aldeia Nova Geração), que reforçaram demandas sobre a proteção do território e a estrutura da Funai na região.

Barroso destacou que muitas das reivindicações não são de competência direta do Judiciário, mas garantiu que a magistratura atuará dentro do possível.

“Viemos aqui para conhecê-los, para dizer que estamos do lado de vocês para proteger sua cultura, suas terras, assegurar acesso à saúde, à educação e defendê-los contra invasores, mineração, caça e pesca ilegais. Nós, ministros Barroso e Benjamin, representamos o Poder Judiciário, com 18 mil juízes comprometidos em cumprir a Constituição, que assegura proteção especial às comunidades indígenas, os povos originários do Brasil”, afirmou o presidente do STF.

Ele completou:

“Procuramos representar da melhor forma possível o Estado brasileiro e garantir uma convivência adequada entre comunidades indígenas e a sociedade, com todas as proteções necessárias. Nem sempre é fácil, mas fazemos o melhor possível, porque este é um direito de vocês e um dever nosso. Dentro do que estiver ao nosso alcance, podem contar conosco”.

À tarde, a comitiva seguiu para Atalaia do Norte, onde se reuniu com integrantes da Univaja na Câmara de Vereadores. Em seguida, a equipe seguiu para o Pará, para uma agenda do CNJ voltada à redução da exploração de meninas e mulheres na região da Ilha do Marajó.

(*) Com informações do STF

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