Manaus, 10 de julho de 2026
×
Manaus, 10 de julho de 2026

Cidades

Justiça prorroga prisão de empresário do AM acusado de pedofilia

O crime aconteceu no início do mês de agosto. (Foto: Reprodução)

A Justiça Estadual prorrogou por mais 30 dias, a prisão temporária do empresário Fabian Santos, 37, preso em flagrante, em agosto deste ano, com uma menor de 13 anos, em um motel na zona Norte de Manaus. Ele é acusado de estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição. A tia da adolescente, que aliciou a jovem, também continuará presa.

O crime aconteceu no início do mês de agosto. (Foto: Reprodução)

Fabian foi flagrado pela polícia, só de cueca, em um quarto de motel. A adolescente estava sem roupa, enrolada em uma toalha. A tia dela, que foi quem negociou o programa, aguardava no banheiro. Ela cobrou R$ 1 mil do empresário, em troca da virgindade da menina. A vítima ganharia um tênis e um celular, após praticar sexo com Fabian.

Segundo informou a polícia, à época, a tia da menina costumava entrar no motel no banco de passageiro, para que a sobrinha não fosse vista. O pagamento era de R$ 500 a R$ 1 mil e os abusos ocorreram ao longo de 2018. A vítima relatou que a tia havia pedido a ela que chamasse outras amigas de escola para fazer parte do esquema.

Prisão

Após serem presos a primeira vez, eles conseguiram deixar a cadeia, dia 8, após o juiz Celso Souza de Paula, titular do Primeiro Tribunal do Júri e plantonista da Vara Criminal do Fórum Ministro Henoch Reis, determinar a liberdade provisória do empresário e da tia da adolescente.

 

Leia Mais:

Empresário flagrado com adolescente é encaminhado para o presídio

Coletiva da prisão de empresário acusado de pedofilia e o avanço da violência sexual contra crianças no AM

Polícia divulga vídeo da prisão do empresário acusado de pedofilia

Empresário preso em flagrante em motel com adolescente é apresentado na Depca

 

Eles saíram e passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Em uma nova decisão, a juíza Patrícia Chacon de Oliveira Loureiro, da Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescente, determinou, dia 16, a prisão temporária dos suspeitos pelo prazo de 30 dias, a pedido do Ministério Público. A Justiça investiga a formação de uma rede de prostituição infantil, com a participação do empresário e da tia da adolescente.