Roberto Cidade e Wilson Lima (Foto: Reprodução)
Manaus (AM) — O candidato a deputado estadual Luiz Castro (PDT) afirmou que a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) perdeu parte de sua função de fiscalização e passou a atuar, segundo ele, de forma excessivamente alinhada aos governos estaduais.
Durante entrevista ao Cenário Político, do Portal AM1, Castro classificou o Legislativo estadual como uma “Assembleia do Amém” e afirmou que deputados precisam exercer o papel constitucional de fiscalização.
“A Assembleia não pode ser a Assembleia do Amém. A Assembleia do Amém é aquela Assembleia que diz sim, senhor, para o governante, seja ele A, José, Maria, Wilson ou Roberto, enquanto a população sofre”, declarou. Para Castro, a falta de fiscalização teria contribuído para problemas enfrentados atualmente na saúde pública.
“Foi essa sociedade do Amém que permitiu que a situação da saúde chegasse aonde está”, afirmou.
O candidato citou sua própria atuação parlamentar como contraponto. Segundo ele, durante os mandatos anteriores, visitava hospitais, delegacias e unidades públicas para verificar problemas diretamente com servidores.
“Eu fui um parlamentar atuante na fiscalização. E esse é o dever de qualquer parlamentar”, afirmou.

Luiz Castro durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1 (Foto Isac Sharlon)
Crítica à divisão do governo
Castro também foi questionado sobre relatos de que o governo de Wilson Lima teria sido dividido politicamente entre deputados estaduais. Ele disse considerar a situação “absurda”, mas fez uma ressalva importante: afirmou não ter comprovação de eventual benefício financeiro aos parlamentares.
“Eu não posso dizer, não tenho como acusar que também financeiramente, ouço falar, mas não tenho como provar”, declarou. Apesar disso, afirmou que teria ocorrido uma divisão de estruturas da administração estadual entre grupos políticos.
“A Secretaria de Produção, por exemplo, foi fatiada em quatro pedaços, com seus órgãos diferenciados, IDAM, ADAF, a própria SEPROR e ADS. Cada um com um padrinho ou deputado. Hospitais do Estado com padrinhos ou deputados diferentes”, afirmou.
Castro relacionou esse modelo à perda de controle administrativo e aos problemas enfrentados pelo Estado. “Então, esse tipo de procedimento foi péssimo para o Estado, se perdeu o controle”, disse.
“Deputado que não fiscaliza não cumpre sua função”
Ao defender seu retorno à política, Castro afirmou que pretende atuar na fiscalização caso seja eleito. “Deputado que não fiscaliza, ele não está de fato cumprindo a sua função constitucional”, afirmou.
O candidato também defendeu uma atuação mais preventiva dos órgãos de controle, citando Ministério Público e Tribunal de Contas.
Para ele, a Assembleia precisa recuperar a capacidade de questionar o Executivo independentemente de quem esteja ocupando o Governo do Amazonas. “A Assembleia do Amém é aquela Assembleia que diz sim, senhor, para o governante”, reforçou.
Confira a entrevista completa na íntegra:
LEIA MAIS:





