Maria do Carmo e Roberto Cidade durante confronto no debate eleitoral desta terça-feira (22) (Foto: Reprodução/TV Norte)
Manaus (AM) – Maria do Carmo Seffair (PL) e Roberto Cidade (União Brasil) protagonizaram um dos momentos mais tensos do debate “NC Eleições 2026”, nesta terça-feira (22), em Manaus. Os candidatos trocaram acusações sobre contratos públicos, empresas ligadas às famílias, patrimônio e episódios relacionados ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
O confronto começou após Maria do Carmo questionar Cidade sobre contratos envolvendo empresas relacionadas à família do candidato. Ela afirmou que teria ocorrido um aumento expressivo nos valores recebidos por um consórcio que envolve a empresa Logic Pro e cobrou explicações durante o debate.
“Explique pro povo do Amazonas. Pro povo! Não é pra mim, é pro povo”, disparou Maria do Carmo ao pressionar o adversário por respostas.
A candidata levou o questionamento diretamente para a relação entre empresas ligadas à família de Cidade e contratos com o poder público. O tema já vinha sendo explorado na campanha e voltou ao centro do debate entre os dois.
Cidade rebate e mira trajetória de Maria
Roberto Cidade respondeu atacando a trajetória de Maria do Carmo e questionou a passagem da candidata pelo TJAM. O candidato também mencionou um episódio relacionado a nepotismo e levantou questionamentos sobre o patrimônio da família da adversária.
Maria do Carmo rebateu os questionamentos sobre sua situação patrimonial e afirmou que os recursos da família foram construídos por meio de sua atividade profissional.
O confronto também envolveu relações empresariais e políticas das famílias dos candidatos. As acusações foram feitas durante o debate e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.
Contratos voltam ao centro da disputa
Durante o embate, a discussão sobre contratos públicos ligados às famílias dos candidatos ganhou novamente destaque. Cidade já havia afirmado que determinou o encerramento de contratos entre empresas relacionadas à sua família e o Governo do Amazonas, embora tenha mencionado a existência de vínculo contratual com a UEA que ainda precisaria ser analisado.
Outro episódio citado no contexto da disputa envolve uma decisão da Justiça Eleitoral que proibiu a exibição de uma propaganda que associava Cidade e Wilson Lima à expressão “superfaturamento”. A decisão tratou da propaganda eleitoral e não representa uma conclusão judicial sobre as acusações trocadas pelos candidatos no debate.
O embate entre Maria do Carmo e Roberto Cidade terminou com os dois candidatos mantendo o confronto direto, colocando contratos públicos, patrimônio e relações familiares no centro da disputa pelo Governo do Amazonas.
(*) Estagiário sob supervisão do jornalista e editor-chefe Isac Sharlon





