Manaus, 29 de maio de 2024
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Manaus, 29 de maio de 2024

Cenário

Maria do Carmo Seffair convida investigado por corrupção para pré-candidatura

O ex-deputado federal Deltan Dellagnol, embaixador do Partido Novo, é investigado por desvios de recursos da operação em que foi chefe, entre 2016 e 2019.

Maria do Carmo Seffair convida investigado por corrupção para pré-candidatura

(Foto: divulgação/ redes sociais)

Manaus (AM) – A reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair (Novo), anunciou que vai oficializar, neste sábado (20), a pré-candidatura dela à Prefeitura de Manaus.

Um dos convidados do evento é o ex-deputado federal Deltan Dellagnol, investigado por corrupção da Lava Jato, sobre supostos crimes como lavagem de dinheiro, caixa 2 para financiar partidos políticos, sonegação fiscal, evasão de dívidas, pagamento de propina a políticos, e desvio de recursos públicos da Petrobrás. Dellagnol é embaixador do Partido Novo.

Conforme Maria do Carmo, o ex-deputado virá a Manaus apoiá-la. O lançamento oficial será durante a 1ª Conferência Estadual do Novo Amazonas, no auditório Naíde Lins, localizado na Chapada, zona Centro-Sul da cidade.

Neste primeiro momento, acontece o lançamento das pré-candidaturas das Eleições municipais 2024.

Maria do Carmo Seffair vai aproveitar a 1ª Conferência Estadual do Novo Amazonas para oficializar a pré-candidatura dela. Seffair quer ser prefeita de Manaus.

 

 

Quem é Deltan Dallagnol

O embaixador do Novo, e ex-procurador da República Deltan Dallagnol ganhou os holofotes devido à Operação Lava Jato.

Contudo, ao longo da atuação na Lava Jato, Deltan foi punido com pena de advertência pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) após a fala durante uma entrevista, em que acusou o Supremo de “passar imagem de leniência com a corrupção” em suas decisões.

Assim como também, dezessete dias após eleito deputado federal, em outubro de 2022, Deltan Dallagnol foi alvo do TRE-PR sobre a legalidade do registro de sua candidatura. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu anular o registro de candidatura do deputado Deltan Dallagnol, eleito pelo Podemos-PR. A determinação da Corte Eleitoral levou à cassação do mandato do parlamentar na Câmara dos Deputados.

Desvio

No período entre 2016 e 2019, um relatório elaborado pela Corregedoria Nacional de Justiça concluiu que o senador Sergio Moro (União-PR), o ex-deputado Deltan Dallagnol e a juíza afastada Gabriela Hardt teriam agido para desviar cerca de R$ 2,5 bilhões do estado brasileiro, por meio de um conjunto de atos comissivos e omissivos e com auxílio de agentes públicos americanos e dos gerentes da Petrobras, Taísa Oliveira Maciel.

Conforme a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), as denúncias foram feitas pelo Ministério Público Federal do Paraná, que enviou à Procuradoria-Geral da República. O caso segue sobre investigação dos órgãos competentes.

O documento é assinado pelo delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva que atua em apoio à Corregedoria Nacional.

 

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