Manaus, 17 de abril de 2024
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Manaus, 17 de abril de 2024

Política

Michelle e Tarcísio de Freitas citam Israel em discursos na Paulista

Michelle declarou: "nós abençoamos o Brasil, nós abençoamos Israel", enquanto Tarcísio afirmou que Bolsonaro sempre defendeu Israel e o seu povo.

Michelle e Tarcísio de Freitas citam Israel em discursos na Paulista

(Fotos: Reprodução/Youtube)

São Paulo (SP) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, citaram Israel ao discursarem durante a manifestação na Avenida Paulista neste domingo (25), que reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente da República.

Bastante emotiva e até apelativa, Michelle iniciou a série de discursos feitos nesta tarde para defender o ex-mandatário com uma oração. A ex-primeira-dama, que é um dos nomes promissores para as próximas eleições gerais, declarou: “nós abençoamos o Brasil, nós abençoamos Israel”.

Vale destacar que Michelle chegou ao movimento ao lado do esposo Bolsonaro e quando subiram no trio elétrico, levantaram a bandeira de Israel para os manifestantes poderem ver.

Em seu discurso, Tarcísio de Freitas afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sempre respeitou o país e a luta de seu povo. Ainda conforme o governador, foi Bolsonaro quem apostou tudo nele, pois, antes da parceria que eles têm atualmente, Tarcísio “não era ninguém”.

Para finalizar, Tarcísio afirmou que Bolsonaro “não é mais um CPF, não é mais uma pessoa”, mas, sim, representante de um movimento.

A apropriação da bandeira de Israel por políticos de extrema direita reflete na perspectiva religiosa da bancada evangélica, que usa a fé cristã para impor costumes conservadores de uma direita que não dialoga com outras culturas e, quando dialoga, é para legitimar a sua ação de direita.

Comparações com o Holocausto

Nos últimos dias, a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) causou polêmica no país, quando o mandatário comparou os bombardeios de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto.

A declaração de Lula repercutiu negativamente mundo afora e trouxe um resultado nada acolhedor para ele, pois o ministro israelense de Relações Exteriores, Israel Katz, afirmou que Lula era “persona non grata”.

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