(Foto: Victor Piemonte /STF)
Manaus (AM) – A rotina de um ex-presidente da República em regime de prisão passou a ser objeto de monitoramento detalhado pelas autoridades do Distrito Federal. Atividades de saúde, trabalho, visitas e até leituras realizadas no cárcere agora deverão ser oficialmente registradas e analisadas.
Nesse contexto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal apresente, no prazo de cinco dias, um relatório completo sobre as atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto estiver custodiado. O despacho foi publicado nesta segunda-feira (26/1).
O documento solicitado deverá conter informações detalhadas sobre consultas e exames médicos, atividades físicas, sessões de fisioterapia, visitas recebidas incluindo advogados, parentes e amigos, além de eventuais atividades laborais e leituras realizadas durante o período de prisão.
Bolsonaro foi transferido recentemente da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha”. A mudança ocorreu após decisão judicial que redefiniu o local de custódia do ex-chefe do Executivo.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena por tentar se manter no poder mesmo após a derrota nas eleições. A prisão foi efetivada em 22 de novembro, depois que ele descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça, incluindo a violação do uso de tornozeleira eletrônica.
A determinação do STF busca assegurar o controle e a transparência das condições de custódia, além de verificar o cumprimento das normas legais aplicáveis ao regime prisional.
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