(Foto: Divulgação/ Thiago Poncio/ Assessoria MC)
Manaus (AM) – Em plena corrida pelo Governo do Amazonas e pelo Senado, Maria do Carmo e Alberto Neto, candidatos do PL, entram no centro de uma pauta com potencial de desgaste junto ao eleitorado trabalhador. Senadores da própria legenda apresentaram emendas que podem dificultar e prolongar a aprovação definitiva da proposta que prevê o fim da escala 6×1.
A movimentação ocorre justamente quando Maria do Carmo tenta conquistar o Governo do Amazonas e Alberto busca trocar a Câmara dos Deputados pelo Senado, Casa onde integrantes de seu partido articulam mudanças no texto.
Embora as emendas não tenham sido apresentadas pelos dois candidatos amazonenses, a posição adotada por parlamentares do PL abre uma cobrança inevitável durante a campanha.
Para os candidatos, o risco político está justamente na associação com a legenda. Durante uma eleição, decisões tomadas pelo partido em Brasília podem ultrapassar os limites do Congresso e virar argumento de campanha nos estados.
Pressão maior sobre Alberto Neto
Para Alberto Neto, a discussão tem um componente adicional: ele disputa exatamente uma cadeira no Senado.
Se eleito, Alberto Neto passará a atuar diretamente na análise e votação de propostas relacionadas aos direitos trabalhistas no Senado, incluindo mudanças na jornada de trabalho.
O tema também pode ser explorado pelos adversários na corrida pelas vagas do Amazonas no Senado, principalmente se Alberto evitar assumir uma posição clara sobre a proposta.
Isso não significa, porém, que o deputado tenha apoiado as emendas apresentadas pelos correligionários. A posição individual do candidato precisa ser considerada a partir de manifestações próprias ou de resposta oficial de sua campanha.
Maria do Carmo também entra no alcance
Maria do Carmo também entra no alcance político da discussão. Candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, ela representa no Estado a mesma legenda dos senadores que apresentaram mudanças à proposta sobre o fim da escala 6×1.
A movimentação do partido no Congresso pode repercutir na campanha estadual e abrir espaço para que adversários associem a candidata às posições defendidas por integrantes da sigla, especialmente por se tratar de uma pauta que afeta diretamente a jornada de trabalho.
PL tenta mudar proposta
As emendas foram apresentadas pelos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Hermes Klann (PL-SC).
Entre as mudanças defendidas estão um período de transição de quatro anos, possibilidade de manutenção da jornada de 44 horas semanais por acordo coletivo e medidas de desoneração da folha para setores afetados pela mudança.
O problema para quem defende a aprovação rápida do fim da escala 6×1 é que mudanças de mérito feitas pelo Senado podem obrigar a proposta a retornar para a Câmara dos Deputados, ampliando sua tramitação.
A proposta prevê redução da jornada e dois dias de descanso semanal, sem redução salarial.
Pauta nacional entra na eleição do AM
A movimentação do PL no Congresso leva a discussão sobre o fim da escala 6×1 para o cenário eleitoral do Amazonas, onde Maria do Carmo disputa o Governo e Alberto Neto concorre a uma vaga no Senado.
A atuação de senadores da legenda pode gerar reflexos para as duas candidaturas, principalmente pela repercussão de uma pauta que atinge diretamente trabalhadores e pode ser incorporada ao discurso dos adversários durante a campanha.
Até o momento, não há manifestação específica de Maria do Carmo e Alberto Neto sobre as emendas apresentadas pelos correligionários. Por isso, a iniciativa dos senadores não pode ser atribuída diretamente aos candidatos amazonenses, mas amplia a pressão política para que ambos apresentem seus posicionamentos sobre o fim da escala 6×1.
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