(Foto: Lennon Costa/ MPAM e Divulgação)
Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para analisar a integridade dos investimentos realizados pela Amazonprev, após a fundação aplicar aproximadamente R$ 300 milhões em operações classificadas como de alto risco, entre elas R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Master, hoje em liquidação extrajudicial.
A criação do GT ocorre em resposta direta à crise gerada pela ausência de documentos obrigatórios, revelada em relatórios internos da própria Amazonprev.
As atas que deveriam comprovar a aprovação dessas operações não foram encontradas, descumprindo normas internas e levantando suspeitas sobre a regularidade dos aportes.
A falta de registros formais, somada à deterioração financeira do Banco Master e à forte reação de sindicatos, motivou o MP-AM a agir.
Entidades como o Sindifisco-AM e o Sindicato dos Trabalhadores da Justiça já cobravam investigação e acionaram o MP-AM, MPF e TCE-AM para apurar possíveis irregularidades na gestão do patrimônio previdenciário.
O Grupo de Trabalho, composto por procuradores, promotores e servidores técnicos, terá 30 dias para apresentar um relatório com conclusões e recomendações, em conformidade com a Resolução CNMP nº 305/2025.
Segundo o perito bancário Henrique Araújo da Silva, em entrevista exclusiva ao Portal AM1, a aplicação no Banco Master foi “altamente atípica e arriscada”, com risco real de perda total dos R$ 50 milhões investidos, agora bloqueados pela liquidação extrajudicial. Confira a matéria completa no link.
A Amazonprev afirma que não há risco ao pagamento de aposentados e pensionistas, e o governador Wilson Lima reforçou que “os pagamentos estão garantidos”.
Ainda assim, a crise segue mobilizando órgãos de controle, e o relatório do MP-AM deverá ser determinante para esclarecer quem autorizou os investimentos, se houve análise de risco e por que não foram registradas as atas obrigatórias.
Confira o documento do MPAM:
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