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Médicos da Prevent Senior foram obrigados a usar tratamento ineficaz, aponta Omar

Segundo o senador, nenhum médico funcionário da operadora, dos mais de cinco mil, veio a público desmentir a obrigação do tratamento precoce
Lucas Rodrigues – Portal AM1
• Publicado em 28 de setembro de 2021 – 19:06
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

BRASÍLIA, DF – Em declaração nesta terça-feira (28), o senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que nenhum médico da prestadora de serviços de saúde Prevent Sênior desmentiu a obrigação de usar remédios do tratamento precoce contra a covid-19. Omar deu a declaração durante a oitiva da advogada Bruna Morato, que representa médicos e ex-médicos da empresa, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado.

Segundo o senador, as declarações sobre a Prevent Sênior foram veiculadas nos meios de comunicação, e que se o profissional não foi obrigado, o mínimo era que ele viesse a público desmentir as afirmações. No entanto, segundo Omar, isso nunca aconteceu.

Leia mais: Prevent Senior usava kit covid para diminuir os custos de internação, diz advogada

“O certo era chegar e dizer que nunca foi obrigado a fazer. As acusações que estão sendo feitas pelos médicos que estão em sigilo não está sendo desmentida pelos profissionais de saúde. Quem está desmentindo, em parte, são os proprietários da empresa”, afirmou.

Omar, que também é presidente da CPI, disse que no depoimento de Danilo Trento, diretor institucional da empresa, foi ressaltado que os pacientes tinham diagnóstico de covid-19. No entanto, se morriam, a causa da morte descrita no atestado de óbito era outra, e não covid-19.

“Se existem cinco mil profissionais, nenhum desses desmentiu as matérias feitas por emissoras e meios de comunicação. Pelo contrário. Um, pelo menos, poderia vir a público e dizer que não é verdade. Mas nenhum fez o desmentido. Cabe a nós tirar as conclusões do que realmente aconteceu”, apontou.

Oitiva

A advogada Bruna Morato ainda continua sendo ouvida pela CPI da Pandemia. Ela representa um grupo de médicos que entregou um dossiê à CPI, contendo dados sobre a atuação da Prevent Sênior durante a pandemia de covid-19, incluindo o uso do tratamento precoce, que incluía medicamentos como hidroxicloroquina e azitromicina.

Segundo os médicos que prepararam o dossiê, se os pacientes eram diagnosticados com covid-19, eles recebiam um “kit-covid” com receita pronta para tratamento, incluindo os remédios. Não eram feitos exames preliminares para entregar os remédios, e de acordo com a advogada, a operadora usava o kit-covid porque não tinha leitos suficientes nos hospitais, e precisava economizar nos custos de internação.

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