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‘Parece brincadeira de mau gosto’, diz Wilson Périco sobre declaração de Ricardo Salles

Para Wilson Périco a crítica do Ministro sobre os incentivos destinados as empresas que produzem bicicletas no PIM foi de "desconhecimento ou ignorância"
• Publicado em 30 de janeiro de 2020 – 18:00

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, se posicionou sobre a fala contrária do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aos benefícios que mantém as indústrias na Zona Franca de Manaus (ZFM), no caso específico, os subsídios às empresas que fabricam bicicletas.

“Parece brincadeira de mau gosto mesmo, desconhecimento ou a ignorância conveniente de algumas pessoas que se levam a fazer pronunciamentos como o do ministro (Ricardo Salles). (…) Mas o fato é o desconhecimento do ministro e o foco dele em atender as demandas da pasta que ele dirige o colocam nessa situação”, declarou Périco.

Salles afirmou em entrevista na quarta-feira, 29, que os incentivos destinados as empresas que produzem bicicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) são a “fundo perdido” e defendeu a mudança dos investimentos para projetos de biotecnologia e bioeconomia. “Em vez de continuar a dar subsídios a fundo perdido para o cara fabricar bicicleta na Amazônia, vamos fazer coisas que realmente precisam estar na Amazônia”, disse Salles.

Números de 2019 da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) mostram que o setor produziu quase 1 milhão de bicicletas e que o investimento dessas empresas até 2021 no PIM será superior a R$ 40 milhões.

Leia mais em:

Salles critica incentivos da ZFM e parlamentares do AM reagem 

Polo de Duas Rodas da Zona Franca de Manaus é novo alvo do governo de Jair Bolsonaro

 

‘Precisamos desenvolver’

Périco afirma ser a favor de novas modalidades de desenvolvimento econômico para o Amazonas, porém que elas venham para somar e não substituir. Ele explica o desejo em ter uma futura conversa com o Ministro. 

“Nós não somos contra, muito pelo contrário, nós precisamos desenvolver novas matrizes econômicas para o nosso Estado, mas nada vai substituir aquilo que o polo industrial de Manaus, o modelo Zona Franca dá, não só de riquezas, não só econômica mais social, ao nosso Estado e ao país. Isso tudo que nós falamos da nova matriz deve vir para se somar daquilo que  nós temos hoje e não substituir, eu lamento o posicionamento do ministro e eu espero ter a oportunidade de poder conversarmos e darmos a ele as informações devidas para que ele evite cometer comentários descabidos como o que ele fez agora”, finalizou.

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