Manaus, 16 de junho de 2024
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Brasil

PF identifica esquema de transferência de dinheiro para Michelle Bolsonaro

Polícia encontrou ordens para depósitos em espécie no aparelho de ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

PF identifica esquema de transferência de dinheiro para Michelle Bolsonaro

Defesa do ex-presidente afirmou que dinheiro não provinha de recursos públicos (Foto: Agência Brasil)

Brasília (DF) – Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, coronel Mauro Cid, revelam esquema de transferência de dinheiro para a conta da então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O conteúdo das mensagens, obtido pelo UOL, mostra que duas assessoras de Michelle, Cintia Nogueira e Giselle Carneiro, forneciam dados de contas para depósitos de terceiros, enviavam pedidos de saques em dinheiro, feitos pela primeira-dama, e também pediam depósitos em espécie para a conta dela.

As assessoras se referiam a Michelle por meio das expressões “dama” ou “PD”. O acesso às mensagens foi obtido após ordem de quebra de sigilo telemático apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O magistrado também autorizou a quebra do sigilo bancário de Cid e outros funcionários do Planalto.

Nos diálogos, as assessoras da então primeira-dama ordenam pagamentos para serviços prestados a ela, como costureira, podóloga e até mesmo um veterinário. Também pedem depósitos mensais para Rosimary Carneiro, que era titular do cartão de crédito usado pela então primeira-dama, e para familiares de Michelle.

“O conjunto probatório colhido durante o estudo do material apreendido (inclusive o contido em nuvem) permite identificar uma possível articulação para que dinheiro público oriundo de suprimento de fundos do governo federal fosse desviado para atendimento de interesse de terceiros, estranhos à administração pública, a pedido da primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de sua assessoria, sob coordenação de Mauro Cid”, diz trecho de relatório parcial da PF sobre a investigação.

O advogado Fábio Wajngarten, que atua na defesa de Bolsonaro e Michelle, afirmou que as despesas da então primeira-dama eram custeadas com recursos da conta pessoal de Bolsonaro e que não houve desvio de recursos públicos.

“A defesa do (ex)-presidente Jair Bolsonaro reitera que todos os pagamentos e custos de sua família de pequenos gastos/fornecedores informais tinham como origem recursos próprios”, afirmou a defesa em nota.

Cid foi preso no último dia 3 de maio por suspeita de um esquema de fraude em certificados de vacina.

(*) Com informações do UOL

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