Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Política

PGR alega base jurídica para pedir arquivamento de denúncias da CPI da Covid contra Bolsonaro

Os senadores alegam irregularidades na recomendação de engavetamento das investigações

Após vazamento, CPI adia leitura e votação do relatório final

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Manaus – Nessa terça-feira (26), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronunciou sobre as contestações de senadores quanto ao pedido de arquivamento de ações da CPI da Pandemia. Após o pedido, um grupo de sete senadores acionou Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de inquérito por prevaricação contra a vice-PGR, Lindôra Araújo, a qual recomendou o arquivamento.

“Todas as manifestações enviadas ao Supremo Tribunal Federal estão devidamente motivadas, atendem a critérios técnicos e aos regramentos específicos que regulam o Direito Penal. Desde a entrega do relatório final da CPI à PGR, em 27 de outubro do ano passado, o órgão vem adotando todas as providências para dar o devido tratamento legal ao material”, escreveu.

“Conforme amplamente divulgado no site da instituição, o conteúdo inicialmente apresentado não atendia aos critérios legais para motivar a apresentação de denúncia criminal contra quem quer que seja: não trazia a devida relação de provas individualizadas para sustentar os indiciamentos contra autoridades com foro por prerrogativa de função nem a correlação necessária entre cada fato típico praticado e os documentos pertinentes”, ressaltou o órgão.

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Os senadores alegam irregularidades na recomendação de engavetamento das investigações. Eles também pedem a manifestação direta e pessoal do procurador-geral da República, Augusto Aras. Já a PGR afirmou que atua de forma isenta.

“A PGR reitera, ainda, que embora importantíssimo, o papel da Comissão Parlamentar de Inquérito tem caráter político. Já o Ministério Público tem sua atuação limitada pelos princípios que regem a atividade jurídica, o que inclui o respeito ao devido processo legal, à garantia de ampla defesa e à cadeia de custódia de eventuais provas, fundamentais para evitar futuras anulações. Parâmetros que têm o propósito de proteger cidadãos e a sociedade contra os abusos do Estado, em prol da dignidade da pessoa humana”, escreveu.

Repercussão

O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD) se pronunciou a respeito do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento das investigações contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que foram abertas após o relatório final da Comissão.

Foto: Reprodução

Nas redes sociais, o senador Omar Aziz afirmou que o pedido feito pela PGR é um desrespeito à memória e às famílias das vítimas do novo coronavírus. “Sempre disse que a CPI não buscava vingança. Sei que o trabalho da comissão produziu resultados importantes”, escreveu.

O senador ainda alegou que a CPI da Covid foi a responsável pelo início da vacinação contra o vírus no Brasil, além de lutarem pela vida e investigarem, com seriedade, os “absurdos cometidos pelo Chefe do Executivo, ministros e assessores”. Além disso, o presidente da Comissão afirmou que, enquanto isso, o governo federal divulgava medicamentos ineficazes contra a doença.

(*) Com informações do Correio Braziliense