(Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)
Brasília (DF) – Em seu último discurso antes do recesso parlamentar do Senado Federal, que começa nesta quinta-feira (18), o senador amazonense Plínio Valério (PSDB) criticou governos europeus: “hipócritas”.
O senador destacou três países: Alemanha, Grã-Bretanha e Noruega, que costumam enviar recursos às ONGs no Brasil para a preservação da natureza.
“É bom sempre provar, mostrar com dados, a hipocrisia dos governos da Noruega, da Alemanha, da Grã-Bretanha, por aí afora”, disse o senador.
“É lógico que os santuaristas e pretensos ambientalistas brasileiros adoram seus modelos europeus de utilização de energia, e não é para menos. Conforme o dado que apuramos na CPI das ONGs – que, na verdade, qualquer “ongueiro” sabe – é desses países e dessas fundações nutridas por suas grandes empresas que sai parte do recurso que engorda as caixas dos que dizem defender o meio ambiente. Cada vez mais, porém, são esses países que recorrem a combustíveis poluentes para manter suas economias.”
Segundo o governo federal, a Noruega doou ao Fundo Amazônia, em dezembro de 2023, durante a COP28, US$ 50 milhões. O investimento foi anunciado pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e pelo ministro do meio ambiente norueguês, Andreas Bjelland Eriksen.
Sobre a Noruega, Plínio Valério explicou que a economia do país gira em torno da exploração de petróleo, do Mar do Norte ao Ártico.
“Vamos lembrar que o meio ambiente do Ártico é tão ou mais sensível do que a Amazônia. Basta ver como estão sendo dissolvidos os icebergs, o que contribui decisivamente para a elevação do nível dos oceanos, esse grande perigo ecológico, que inclusive pode fazer desaparecer países inteiros. Mas as ONGs jogam a culpa no desmatamento da Amazônia, o que é ridículo, mas a narrativa é tão grande, que alguns brasileiros acabam engolindo isso,” disse o senador.
Exploração de petróleo na Foz do Amazonas
O parlamentar também criticou a proibição da exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Em 2023, a Petrobras pediu uma autorização para perfurar e explorar o local, mas o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) negou a licença.
“A bacia da foz do Amazonas é considerada uma região de extrema sensibilidade socioambiental por abrigar Unidades de Conservação (UCs), Terras Indígenas (TIs), mangues, formações biogênicas de organismos, como corais e esponjas, além de grande biodiversidade marinha com espécies ameaçadas de extinção, como boto-cinza, boto-vermelho, cachalote, baleia-fin, peixe-boi-marinho, peixe-boi-amazônico e tracajá”, afirmou o instituto em nota.
“Os demagogos chamam de Foz do Amazonas, embora esteja a mais de 60km da foz, distante da foz, ou seja, lá na Alemanha, na Grã-Bretanha, na Noruega, pode tudo. Aqui, não pode nada, porque as ONGs, mancomunadas com parte do Judiciário, estão sempre impedindo que se explorem os nossos recursos naturais”, disse Plínio Valério.
Confira o discurso completo:
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