'Não entrei no governo para servir a um mestre', diz Moro à revista
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28 de maio de 2020
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‘Não entrei no governo para servir a um mestre’, diz Moro à revista

Durante entrevista, o ex-ministro se mostrou duvidoso quando questionado se ele e o presidente compartilham da mesma definição de “corrupção”.

‘Não entrei no governo para servir a um mestre’, diz Moro à revista
Divulgação

Em mais uma alfinetada contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro disse que não entrou no governo para servir a um “mestre”, mas sim aos brasileiros.

A afirmação foi feita à revista americana Time, nessa quinta-feira,22.

“Eu não entrei no governo para servir a um mestre. Eu entrei para servir ao país, à lei”, disse o ex-juiz. Nas redes sociais, ele compartilhou a reportagem com a fala na legenda.

Moro também confessou que a pouca preocupação de Bolsonaro com o novo coronavírus o deixava “desconfortável”, pois, para ele, as medidas de contenção são direito da população.

“Mas o meu foco está no estado de direito”, continuou.

A reportagem ressaltou a instabilidade no Ministério da Saúde, com dois chefes exonerados em menos de um mês.

Durante entrevista, o ex-ministro se mostrou duvidoso quando questionado se ele e o presidente compartilham da mesma definição de “corrupção”.

“Difícil fazer uma avaliação”, respondeu.

Para ele, é dever da população fazer o juízo.

“O Brasil é uma democracia firme. Suas instituições às vezes sofrem alguns ataques, mas estão funcionando. E há uma percepção crescente na opinião pública de que nós precisamos fortalecer os pilares da nossa democracia, incluindo o estado de direito. Esses desejos continuam, apesar das circunstâncias do momento”, comentou.

Eleições 2022

Questionado sobre as eleições de 2022, Moro desconversou e disse que precisa “restabelecer” a vida antes de criar planos.

“Eu acabei de sair do governo. Eu preciso restabelecer minha vida privada. E estamos no meio de uma pandemia”, disse.

O ex-juiz ganhou fama quando comandou a Operação Lava Jato, no Paraná, levando à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele avalia que, depois dos seguidos episódios, precisa tirar um tempo para “reflexão”.

“Após seis anos de turbulência, pode ser aconselhável algum tempo para reflexão”, confessou.

O ex-magistrado deixou a carreira de 22 anos como juiz para assumir o Ministério da Justiça. Agora, com a escolha, ele não poderá ao voltar cargo nem se aposentar.

“Não tenho como voltar e assumir meu papel de juiz novamente. Perdi isso para sempre”, disse. “Eu tenho que me reinventar de alguma forma”, finalizou.

 

(*) Com informações do Metrópoles

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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