Suspeito de corrupção, Álvaro Antônio nega gravidade de caixa 2

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Suspeito de corrupção, Álvaro Antônio nega gravidade de caixa 2

Ministro do Turismo presta depoimento nesta terça-feira, 22, sobre possíveis candidaturas laranjas no PSL

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, colocou em dúvida, nesta terça-feira, 22, se o crime de caixa 2 é, ou não, corrupção. A expressão se refere a recursos financeiros não contabilizados e não declarados aos órgãos de fiscalização competentes do Poder Executivo

“O que é o caixa 2? É um gasto de campanha não contabilizado. A origem do dinheiro não necessariamente foi de algum desvio de verba pública. Na maioria das vezes a origem do dinheiro é lícita. É tão grave quanto a corrupção?”, questionou o ministro do Turismo.

O ministro do Turismo presta esclarecimentos na Comissão de Transparência do Senado Federal nesta terça-feira, 22. Ele é denunciado por empregar candidaturas laranjas no PSL durante as eleições de 2018.

Um depoimento do ex-assessor parlamentar Haissander Souza de Paula à Polícia Federal (PF), e uma planilha apreendida em uma gráfica indicam que dinheiro do esquema de candidatas laranjas do PSL em Minas Gerais foi desviado para abastecer, via caixa 2, as campanhas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro do Turismo.

“O caixa 2 é corrupção”, contemporizou Álvaro Antônio, em seguida. “Agora existem níveis de corrupção. O que eu entendo do caixa 2 é um gasto de campanha não contabilizado, que deve ser coibido veementemente. Agora se é corrupção, ou não, acho que é uma discussão que a gente precisa debater bem”, completou.

Alê Silva e Laranjal do PSL
O ministro do Turismo nega ter cometido qualquer irregularidade. Álvaro Antônio é acusado de promover candidaturas laranjas no PSL. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) e tem pressionado o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que travou um longo discurso anti-corrupção na disputa ao Planalto.

“Em Minas Gerais não houve candidaturas laranjas. Cada uma delas recebeu R$ 60 mil para a campanha. É impossível a gente prever com antecedência qual o desempenho político para cada pessoa. Qual a lógica de associar o voto ao valor recebido?”, disse o ministro.

Álvaro Antônio também nega as acusações da deputada federal Alê Silva (PSL-MG). A parlamentar diz ter sido ameaçada de morte pelo ministro do Turismo. “Jamais tive qualquer perfil agressivo. (A denúncia é) completamente vazia e inexistente. Nunca ameacei a deputada de morte”, garante.

Álvaro Antônio já havia sido previamente convidado à comissão em 19 de março deste ano, mas não compareceu. O autor do requerimento é o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

(*) Com informações do Metrópoles

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