(Foto: Divulgação/Assessoria)
Manaus (AM) – As obras de construção da nova ponte sobre o Rio Curuçá, na rodovia BR-319, seguem em ritmo acelerado e devem ser concluídas até setembro. A nova estrutura substituirá a antiga ponte que desabou em 2022, restabelecendo um dos principais acessos rodoviários entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO).
A construção já atingiu 75% de execução e avança com a ajuda do clima mais seco, típico do verão amazônico, que permite maior produtividade nas frentes de trabalho. A obra acontece diariamente, de domingo a domingo, com a montagem das vigas metálicas e da pré-laje já em andamento.
No momento, 35 funcionários atuam na montagem da superestrutura. Com o início das obras do outro lado do rio, novas equipes serão integradas ao canteiro. A fase mais desafiadora da obra, que envolveu a execução das fundações e testes de integridade, já foi superada. A ponte, quando pronta, terá 150 metros de extensão, suportará veículos de até 45 toneladas e terá vida útil estimada em 50 anos, com a devida manutenção.
Etapas finais
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), após a instalação da superestrutura metálica, os próximos passos incluem a colocação da laje, guarda-corpos, sinalização e preparação para entrega. O avanço dessa fase será mais rápido, uma vez que os componentes já estão prontos e armazenados.
Outras obras e logística
Além da ponte sobre o Rio Curuçá, há expectativa de conclusão da ponte sobre o Rio Autaz Mirim até o fim do ano. Já a ponte sobre o Igapó-Açu, única ainda operando com balsa, também está com obras em andamento. A substituição dessas travessias por estruturas permanentes é vista como fundamental para garantir a trafegabilidade contínua da BR-319.
Foi anunciada ainda a pavimentação de mais 52 quilômetros da rodovia, a partir do Km 198, o que irá beneficiar diretamente diversas localidades do interior amazonense. Essa medida busca enfrentar gargalos logísticos agravados pela seca severa registrada nos rios da região em 2024.
Soluções provisórias e impactos
Enquanto a obra definitiva não é finalizada, uma solução emergencial foi adotada: o DNIT construiu acessos com pedras nas duas margens e instalou uma balsa fixa, garantindo a travessia temporária. A medida reduziu drasticamente as longas filas de carros e carretas que se formavam, trazendo alívio para transportadores e produtores de bens perecíveis.
Durante a seca de 2024, os altos custos com transporte fluvial – agravados por taxas extras devido ao baixo nível dos rios – elevaram o preço do frete e colocaram em risco o abastecimento em Manaus e Roraima. A BR-319 tornou-se, mais uma vez, o principal corredor logístico terrestre para o escoamento e recebimento de produtos.
Perspectivas econômicas
Com a conclusão das pontes e da pavimentação de novos trechos, a expectativa é de redução significativa nos custos logísticos e, consequentemente, nos preços finais de produtos essenciais. A BR-319 tem papel estratégico para o abastecimento do Amazonas e Roraima, especialmente de itens como alimentos e medicamentos.
A melhoria da infraestrutura da rodovia representa não apenas avanço logístico, mas também um ganho direto para a economia local e regional, assegurando o direito de ir e vir das populações interioranas e fortalecendo a conexão entre o Norte e o restante do país.
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