
Adail Filho teve receio da ação do Ministério Público (Reprodução/Internet)
O prefeito de Coari, Adail Filho (PP), divulgou nota nesta quarta-feira, 8, à imprensa informando o cancelamento da festa de Carnaval do município, que custaria cerca de R$ 10 milhões aos cofres da cidade. A decisão ocorreu após o Ministério Público do Estado (MP-AM) informar que ingressaria com uma ação contra a Prefeitura de Coari, considerando que o município sequer está pagando corretamente os seus funcionários.
Na nota, Adail Filho disse que seguiu a “recomendação” do Ministério Público do Amazonas e do Ministério Público de Contas (MPC-AM). “As instituições referidas aconselharam o cancelamento do carnaval coariense porque, segundo estão apurando, há verbas salariais em atrasos referentes aos últimos meses de gestão do ex-prefeito, Raimundo Nonato de Araújo Magalhães”, diz a nota.

No dia 26 do mês passado, o MP-AM, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Coari (1ªPJC), ajuizou ação civil pública com pedido de liminar para impedir a prefeitura do município Coari de contratar, por mais de R$ 10 milhões, as empresas NP Produções Shows e Eventos Ltda e Arsenal Serviços de Produções de Eventos Ltda.
As empresas venceram o Pregão Presencial nº 106/2017, realizado em 08 de janeiro de 2018, e seriam contratadas para prestar serviços de sonorização, iluminação, palco, banheiro químico e demais estruturas necessárias para a realização de eventos para a Prefeitura Municipal de Coari pelo período de 12 meses.
Custo São Paulo
“O valor é equivalente ao gasto do município de São Paulo com eventos no mesmo período de 12 meses, incluindo o Carnaval 2018, fato que demonstra, indubitavelmente, a violação dos princípios da moralidade, razoabilidade, proporcionalidade, bem como a grave demonstração de malversação do dinheiro público”, argumentou o Promotor de Justiça Weslei Machado, titular da 1ªPJC, para quem ocorre uma “farra com o dinheiro público” no município.
Ainda em caráter liminar, o MP-AM requereu a suspensão imediata do contrato, caso o mesmo já tenha sido firmado, para que a prefeitura não efetue qualquer pagamento referente à contratação, sob pena da aplicação da multa de R$ 1 milhão.





